Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Como o luto pode impactar a saúde do coração

Luto aumenta risco de infarto, AVC e insuficiência cardíaca; estudo sueco com mais de cinco milhões mostra maior perigo na pandemia

Luto: pesquisa aponta que perda de parceiro ou parceira elevou risco de doenças cardiovasculares em até 46% durante a covid-19
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo sueco com mais de cinco milhões de adultos comparou os períodos antes da pandemia (2018–2019) e durante a covid-19 (2020–2021) e associou o luto a maior risco de doenças cardíacas.
  • Perda de parceiro aumentou o risco de doenças cardiovasculares em trinta por cento antes da pandemia e em quarenta e seis por cento durante a covid-19; perda de irmãos subiu de dezesseis por cento para vinte e três por cento.
  • Perda de pai ou mãe elevou o risco, com trinta e dois por cento antes e trinta e quatro por cento durante para a morte de um dos pais; perda de filho teve vinte e cinco por cento antes e vinte e oito por cento durante.
  • O risco atinge pico na primeira semana após a perda e permanece elevado nos primeiros três meses, diminuindo gradualmente depois.
  • O efeito varia com a idade, sendo mais intenso entre idosos; além disso, o estudo aponta limitações, como subnotificação e possível não generalização para outros países.

O luto pode afetar o coração: estudo conduzido na Suécia aponta aumento do risco de infarto, AVC e insuficiência cardíaca entre pessoas que perderam parentes próximos. A pesquisa, publicada na JAMA, abrangeu mais de 5 milhões de adultos e comparou 2018-2019 com 2020-2021. O foco foi entender como a morte de parceiros, filhos, pais ou irmãos impacta a saúde cardiovascular.

Os dados mostram que a perda de um parceiro eleva o risco cardiovascular consideravelmente, atingindo 30% antes da pandemia e 46% durante a covid-19. A morte de irmãos também aumenta o risco, com 16% antes da covid e 23% durante, apontando agravamento na crise sanitária.

Perdas de pais ou filhos também elevaram as probabilidades de doenças cardíacas, com ganhos de 25% a 28% para filhos e 32% a 34% para pais, respectivamente. Os autores ressaltam que o contexto da pandemia pode ter agravado esses efeitos, devido a distanciamento social e menor acesso a apoio psicológico.

Tempo e idade

O risco cardiovascular apresenta pico logo após a perda, principalmente na primeira semana, mantendo-se elevado nos três meses seguintes. A explicação envolve respostas de estresse agudo, com possível elevação da pressão arterial, alterações hormonais e inflamação.

A idade modula os impactos. Entre pessoas com 70 anos ou mais, perder o parceiro elevou o risco em cerca de 40% durante a pandemia, frente a 23% antes. A morte de um dos pais nessa faixa etária chegou a ~61%. Perdas de filhos ou irmãos tendem a impactar mais jovens.

Entre 30 e 49 anos, a morte de um filho elevou o risco em até 65% durante a pandemia, e a perda de um irmão ultrapassou 70% antes da covid. Os autores sugerem que o papel social e emocional dessas relações muda com a idade, influenciando o suporte diário e o estresse.

Limitações e contexto

Os autores apontam limitações, como possível subnotificação de casos leves, já que atendimentos primários não costumam constar nesses dados. Fatores clássicos de risco, como tabagismo e obesidade, não foram totalmente considerados.

O estudo ocorreu na Suécia, país com políticas sociais e sistema de saúde específicos. Por isso, os resultados podem não se aplicar de forma direta a outras realidades, incluindo o Brasil, sem cautela na generalização.

Fontes indicadas para consulta incluem a publicação original na JAMA e materiais de divulgação da pesquisa, sem divulgação de contatos de portais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais