- Dados apontam que data centers respondem por cerca de 1% da demanda elétrica nacional no Brasil e 1,5% do consumo global, com crescimento ligado a serviços de nuvem e inteligência artificial.
- No Brasil, o consumo fica em aproximadamente 1,7% da energia nacional, conforme Brasscom, enquanto a IEA registra 1,5% do consumo global.
- Projetos em Maringá (PR) e Uberlândia (MG) foram concebidos com baixa intensidade energética e impacto hídrico reduzido.
- Os centros operam com PUE inferior a 1,2 e WUE igual ou menor a 0,05 litro por kWh, graças a refrigeração líquida em circuito fechado, dry coolers e uso de água de chuva/reuso.
- Além da eficiência, data centers podem atuar como cargas controláveis para a estabilidade da rede, absorvendo excedentes de energia em um cenário com fontes renováveis intermitentes.
Data centers ampliam debate sobre energia e transição verde
Data centers no Brasil respondem por cerca de 1,7% do consumo de energia, segundo a Brasscom, e representam 1,5% do consumo global, aponta a IEA. O crescimento acompanha a demanda por computação em nuvem e IA, elevando a importância de eficiência e integração à rede.
O setor busca reduzir o PUE e o consumo hídrico por meio de soluções que privilegiam desempenho e sustentabilidade. Empresas investem em refrigeração líquida em circuito fechado, dry coolers e captação de água de chuva para reduzir impactos ambientais.
Eficiência e inovação técnica
Projetos no Brasil apresentam PUE inferior a 1,2 e WUE de até 0,05 litro por kWh, graças a sistemas de refrigeração avançados e uso de águas residuais tratadas. Tais padrões visam reduzir o consumo de água e melhorar a eficiência energética.
Além da eficiência, a capacidade de apoiar a estabilidade da rede é destacada. Data centers com geração própria e baterias avançadas podem atuar como cargas controláveis, absorvendo excedentes e suavizando variações de frequência.
Impacto econômico e regional
Os centros de dados sustentam transações, serviços financeiros, telecomunicações, logística e saúde. Sem infraestrutura adequada, parte das atividades digitais pode ficar comprometida, dificultando o crescimento do setor.
Projetos em condições de baixo impacto hídrico, como Maringá (PR) e Uberlândia (MG), são citados como exemplos de planejamento alinhado à transição verde. A necessidade de investimentos que priorizem eficiência energética permanece, segundo a Brasscom.
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