- Arqueólogos identificam monumentos gigantescos chamados mustatils na Arábia Saudita, datados de cerca de cinco mil anos antes de Cristo, muito anteriores às Pirâmides de Gizé.
- Os mustatils são estruturas de pedra com paredes baixas que formam desenhos geométricos visíveis em imagens de satélite e funcionavam como centros de reunião de uma sociedade pré-histórica.
- Entre os achados está uma estrutura circular de cerca de um quilômetro, integrada a centenas de fragmentos de ossos animais que sugerem rituais religiosos em massa.
- Análises químicas indicaram sacrifícios de animais depositados em câmaras específicas, revelando uma organização social complexa com peregrinações sazonais de pessoas de regiões distantes.
- A descoberta, obtida com drones e sensores infravermelhos, indica que o Oriente Médio abrigou sociedades sofisticadas muito antes das culturas conhecidas, e ajuda a entender o clima que levou ao abandono da região.
O deserto da Arábia Saudita guarda uma civilização antiga que ergueu monumentos gigantes antes das pirâmides egípcias. Arqueólogos desenterraram estruturas de pedra sob as areias, revelando uma rede monumental descoberta recentemente. A implementação ocorreu milhares de anos atrás, com propósito ritual e social.
Os mustatils são formações de pedra com paredes baixas que se estendem em padrões geométricos visíveis por imagens de satélite. Estudos da Universidade de Oxford, em parceria com autoridades sauditas, indicam que têm mais de 7 mil anos, situando-se no Neolítico. Não eram casas, mas centros de reunião.
O canal Experience AlUla publicou as escavações, mostrando centenas de fragmentos de ossos animais dentro das muralhas. Análises químicas apontam sacrifícios e depósitos em câmaras dedicadas, sugerindo rituais coletivos e organização social complexa.
Estrutura e funcionamento do complexo
A presença de uma estrutura circular integrada sugere um dos maiores santuários pré-históricos já identificados. As evidências apontam procedimentos de oferta, com seleção de animais jovens para rituais e peregrinações sazonais de grupos de várias regiões.
Por que essa civilização é anterior às pirâmides?
As pirâmides de Gizé são datadas por volta de 2.500 a.C., enquanto os mustatils são estimados em cerca de 5.000 a.C. A Arábia, naquela época, apresentava savana fértil com lagos e chuvas, favorecendo culturas pastorais avançadas.
O uso de drones e sensores infravermelhos permitiu mapear a rede monumental sem perturbar o terreno. A descoberta abrange o noroeste da Arábia Saudita, revelando entradas e pátios ocultos há milênios. O estudo foi publicado na revista Antiquity.
Implicações da descoberta para a história
A confirmação reforça que o Oriente Médio abrigou sociedades sofisticadas muito antes dos registros clássicos. O processo ajuda a entender a origem de cidades-estado da Mesopotâmia e o florescimento cultural da região.
Os cientistas investigam como esse grupo desapareceu com o endurecimento do clima, buscando lições sobre colapso civilizatório e adaptação humana para o mundo atual. A pesquisa permanece em andamento.
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