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I Am Artemis: Ryan Schulte apresenta a obra

O flywheel da Orion, desenvolvido para Artemis II, sustenta treino diário da tripulação, contribuindo para saúde física, bem-estar mental e desempenho da missão

Ryan Schulte, Orion flywheel project manager, demonstrates using the Orion spacecraft's flywheel exercise device at NASA's Johnson Space Center in Houston.
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  • Durante a missão Artemis II, com cerca de 694.481 milhas de ida e volta à Lua, a tripulação utilizou o flywheel, um equipamento de exercício sem energia externa, desenvolvido pela equipe liderada por Ryan Schulte no Johnson Space Center.
  • O flywheel, do tamanho de uma caixa de sapato, oferece exercícios aeróbicos e de resistência, chegando a até 500 libras de resistência, com várias opções de treino sem necessidade de energia elétrica.
  • O dispositivo permite agachamentos, levantamento terra, remadas, puxadas, roscas, elevações de calcanhar e remo aeróbico em um único equipamento, adaptando-se à intensidade desejada.
  • O principal desafio foi caber tudo no espaço limitado da cápsula e manter o nível de ruído baixo para facilitar a comunicação entre a tripulação durante os treinos.
  • O uso diário de cerca de trinta minutos por dia ajudou a mitigar efeitos do microgravidade, oferecendo benefícios físicos e também psicológicos, como maior clareza mental e alívio do estresse.

As a medida da Artemis II, a equipe de quatro astronautas realizou uma volta de aproximadamente 694 milhas ao redor da Lua a bordo da missão Orion, retornando com o suporte de vida e exercícios diários. O flywheel foi o equipamento central para manter a aptidão física e mental durante o voo.

Ryan Schulte, gerente do projeto Flywheel da Orion, lidera a equipe que desenhou, construiu, testou e operou o flywheel utilizado na Artemis II. A NASA, no Johnson Space Center, em Houston, continua desenvolvendo uma frota de dispositivos de exercício reutilizáveis para missões futuras.

Durante a missão, o flywheel funcionou sem exigir energia elétrica da nave, ocupando o espaço de uma caixa de sapato grande. O sistema oferece uma variedade de exercícios aeróbicos e de resistência, com até 500 libras de resistência, dependendo do esforço da tripulação.

Sobre o dispositivo

O equipamento funciona como um ioiô inercial e permite ajustes de relações de engrenagem para diferentes modos de resistência. Com apenas o esforço do usuário, os astronautas realizam agachamentos, remadas, levantamento terra, puxadas altas, roscas, elevações de calcanhar e remo aeróbico em uma única unidade.

Desafios do desenvolvimento incluíram adaptar o flywheel a um espaço compacto, manter mobilidade da tripulação e reduzir o ruído para facilitar a comunicação durante o treino. A equipe precisou equilibrar o encaixe na caixa com espaço suficiente para manobras durante exercícios de alta velocidade.

Impacto operacional

A prática diária de cerca de 30 minutos de exercícios durante aproximadamente 10 dias de Artemis II ajudou a mitigar efeitos da microgravidade, incluindo atrofia muscular e óssea, e contribuiu para a preparação de futuras caminhadas lunares. O treino também atuou como recurso para a saúde mental em um ambiente de espaço confinado.

Schulte aponta que o exercício tem relevância direta para a segurança da tripulação e o sucesso da missão, ressaltando que a utilização do dispositivo acontece de forma prática e coletiva a bordo. O trabalho dele envolve manter astronautas saudáveis e prontos para operações de emergência e de superfície lunar.

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