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Jaguarundi preda duas espécies de lagartos na Caatinga pela primeira vez

Primeiro registro científico de jaguarundi predando duas espécies de lagartos na Caatinga, segundo estudo internacional do Cemafauna/Univasf

jaguarundi predando na Caatinga
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  • Estudo internacional, divulgado em fevereiro de 2026 na revista Herpetology Notes, registra pela primeira vez a predação de duas espécies de lagartos pelo jaguarundi na Caatinga.
  • O Cemafauna, centro da Universidade Federal do Vale do São Francisco, participou da pesquisa, com o autor correspondente Fabiano M. Vieira.
  • As presas identificadas foram Ameivula nigrigula (endêmica do Brasil) e Iguana iguana (amplamente distribuída nas Américas), analisadas a partir de necropsias em jaguarundis atropelados.
  • Os exemplares foram integrados à coleção científica do Cemafauna, permitindo identificação precisa das presas pela morfologia.
  • Acesso ao estudo é destacado como avanço na compreensão das interações ecológicas na Caatinga e da alimentação do jaguarundi, com reforço à formação de pesquisadores e à conservação da fauna local.

O jaguarundi predou duas espécies de lagartos na Caatinga, marco inédito para esse ecossistema. O registro foi feito por pesquisadores do Cemafauna, ligado à Univasf, e divulgado em publicação internacional.

O estudo analisou conteúdo estomacal de dois jaguarundis. Foram identificadas Ameivula nigrigula, endêmica do Brasil, e Iguana iguana, comum nas Américas, como presas. As evidências vêm de necropsias de animais atropelados.

Os achados aparecem em artigo divulgado em fevereiro de 2026 na revista Herpetology Notes. A pesquisa faz parte de um esforço de compreensão das interações ecológicas no semiárido brasileiro.

Participaram do trabalho Gabriela Felix-Nascimento, Jacquelline G. N. Oliveira, Judith R. M. Souza, Beatriz C. F. Luz, Dayane F. Oliveira, Leonardo B. Ribeiro, Patrícia A. Nicola, Luiz Cezar M. Pereira e Fabiano M. Vieira.

A professora Patrícia Nicola destaca que o estudo amplia o conhecimento sobre relações tróficas na Caatinga, contribuindo para estratégias de conservação. A colaboração envolve docentes, discentes e pesquisadores.

O médico veterinário Fabrício L. Silva integra a equipe e reforça o papel do Cemafauna como espaço de formação e pesquisa. O trabalho demonstra a integração entre prática veterinária e ciência ambiental.

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