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Muralha de 7.000 anos no Atlântico sugere engenharia anterior às pirâmides

Barreira submersa na Ilha de Sein tem setecentos metros de extensão e revela engenharia neolítica avançada contra o mar

Blocos de granito bruto alinhados por mãos humanas há sete milênios, agora mapeados por tecnologia de sonar no litoral francês
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  • Muralha submersa de sete mil anos foi localizada no fundo do Atlântico, no litoral da França, próximo à Ilha de Sein, com extensão estimada de 700 metros e profundidade de 25 metros.
  • Datação por radiocarbono em resíduos orgânicos e a deposição de sedimentos confirmam a idade neolítica, há cerca de sete milênios.
  • Blocos de granito bruto foram empilhados sem argamassa para formar uma barreira capaz de conter a subida do nível do mar, protegendo vilas e plantações.
  • A descoberta, em 2026, foi mapeada com sonar de varredura lateral, sugerindo engenharia monumental anterior às pirâmides e revisões na cronologia da Europa ocidental.
  • O sítio é monitorado pelo Ministério da Cultura da França, com uso de drones submarinos para vigilância e estudo contínuo da estrutura.

A muralha submersa de 7.000 anos, localizada no Atlântico próximo à costa da França, intriga arqueólogos ao sugerir técnicas de engenharia monumentais anteriores à era das pirâmides. A descoberta visa entender a defesa de comunidades costeiras neolíticas diante da subida do nível do mar.

Equipes de arqueologia marinha identificaram blocos de granito alinhados que formam uma barreira artificial, mapeada com sonares de varredura lateral durante expedição na Ilha de Sein, em 2026. Os dados apontam extensão de cerca de 700 metros e profundidade de 25 metros.

A estrutura funciona como dique, protegendo vilas e plantações da erosão e das marés. Tal conclusão reforça o papel de comunidades costeiras neolíticas na gestão de recursos hídricos e território na Europa Ocidental.

Os blocos, pesando várias toneladas, foram empilhados sem argamassa, aproveitando o megalitismo para estabilidade. O projeto utilizava o peso e o alinhamento estratégico para reduzir impactos das ondas do Atlântico, preservando a barreira por milênios.

A idade da construção é fundamentada por datação por radiocarbono de resíduos orgânicos nas fendas das rochas e pela deposição de sedimentos que indicam sete milênios de existência. O Ministério da Cultura da França monitora o sítio com drones submarinos para proteção.

A Ilha de Sein tornou-se referência mundial em estudo de urbanismo submerso e resiliência costeira. Pesquisas atuais ajudam a entender o desenvolvimento tecnológico europeu anterior às pirâmides e a orientar estratégias de contenção marinha.

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