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Pfizer prioriza vacinação de gestantes contra bronquiolite em 2026, diz diretor

Pfizer foca vacinação de gestantes contra VSR em 2026 no Brasil, mirando queda em internações infantis já na temporada de outono e inverno

Aplicação da vacina contra o VSR em gestante durante ato que marcou o início da campanha nacional de imunização (Foto: Agência Brasil)
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  • Pfizer foca em vacinar gestantes contra o VSR em 2026 no Brasil, com a vacina Abrysvo oferecida pelo SUS em parceria com o Instituto Butantan.
  • A indicação é entre 24 e 36 semanas de gestação, para que anticorpos atravessem a placenta e protejam o bebê ao nascer.
  • O equilíbrio de cobertura é alvo: o Brasil atingiu oitenta por cento em três meses e busca noventa por cento em meio ano; a referência citada é que a Austrália chegou a noventa por cento em seis meses.
  • A vacinação visa reduzir hospitalizações de crianças com menos de dois anos, com o impacto esperado já refletido a partir de 2027.
  • A estratégia envolve educação em saúde, campanhas de divulgação e maior acesso a partir de serviços de saúde; ainda há debate sobre vacinação em farmácias no Brasil.

A Pfizer definiu a vacinação de gestantes contra o VSR, vírus sincicial respiratório, como a principal prioridade para 2026 no Brasil. A informação foi dada por Rodrigo Sini, diretor sênior de Assuntos Médicos para Mercados Emergentes, em entrevista à Bloomberg Línea. A vacinação é voltada para gestantes entre 24 e 36 semanas, com proteção que passa pela placenta.

Segundo Sini, a estratégia visa reduzir internações de crianças com bronquiolite causada pelo VSR. Ele aponta que o pico do vírus ocorre no outono e no inverno, temporadas que se aproximam. A expectativa é observar impactos na redução de hospitalizações já em 2027.

O VSR é frequentemente confundido com gripe e Covid-19, por apresentarem sintomas parecidos como tosse e mal-estar. A dificuldade de diagnóstico contribui para o subdiagnóstico, especialmente na América Latina, conforme apresentação promovida pela Pfizer em São Paulo.

Em valores, o tratamento de cada episódio pode chegar a US$ 1.000 a US$ 5.000, sem levar em conta eventuais internações. Pela primeira vez, o SUS oferecerá gratuitamente a vacina Abrysvo, desenvolvida pela Pfizer, em parceria com o Instituto Butantan.

Foco estratégico para 2026

A Pfizer afirma que a vacinação de gestantes contra o VSR é a frente central do ano no Brasil. A recomendação é aplicar a vacina durante a gestação, com transferência de anticorpos para o bebê, proporcionando proteção desde o nascimento.

Dados internacionais citados pela empresa indicam que a Austrália alcançou 90% de cobertura em seis meses, com redução de internações. O Brasil, segundo o time da Pfizer, atingiu 80% em três meses e busca chegar a 90% em meio ano.

Sini comenta ainda sobre o papel da Covid-19 no cenário atual. Ele observa que a doença não é mais explosiva como no início da pandemia, mas ressalta a importância de vacinar grupos de risco, como crianças com condições especiais, idosos e imunossuprimidos.

Cobertura vacinal e colaboração com o governo

A Pfizer ressalta a necessidade de parceria com o governo, mantendo o Brasil com gestão estatal de campanhas de vacinação. Além de campanhas educativas, a empresa enfatiza a importância da confiança da população para aumentar a adesão às vacinas.

Sobre a ampliação de pontos de vacinação, o executivo destaca que acesso é crucial. Clínicas em shoppings e a presença de vacinadores em horários ampliados ajudam a melhorar a cobertura, segundo a visão da farmacêutica.

O modelo de vacinação em farmácias, comum nos Estados Unidos, também foi comentado. No Brasil, a adoção exige autorização de profissionais de saúde habilitados, um tema que ainda precisa avançar para ampliar o acesso.

Desafios regionais e comunicação pública

Sini aponta que chegar a gestantes em regiões com forte transmissão de desinformação envolve trabalho de aproximação e educação. A estratégia envolve agentes de saúde, lideranças locais e ações de comunicação que gerem confiança nas famílias.

Ele lembra da experiência de atuação da Marinha em missões na Amazônia, onde equipes visitavam comunidades com informações claras sobre vacinação. A presença de profissionais de saúde confiáveis é vista como fundamental para o engajamento.

O diretor finaliza ao enfatizar que o sucesso da vacinação depende de articulação entre governo, comunidade médica e imprensa, para que a população tenha segurança e acesso às vacinas aprovadas.

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