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Reciprocidade, não extração: visão indígena de manejo florestal

Mongabay: estudo defende manejo florestal com reciprocidade indígena; manter sessenta por cento da cobertura preserva ecossistema, hidrologia e carbono frente à exploração.

Goose Island Archipelago is a cluster of tree-covered islands with wild, rocky beaches located off the central coast of British Columbia.
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  • Suzanne Simard defende o conhecimento indígena como caminho para manejo florestal sustentável, com foco na reciprocidade entre pessoas, árvores e ecossistemas, por meio do The Mother Tree Project.
  • O projeto, realizado em nove sítios na Colúmbia Britânica, envolve povos First Nations e visa entre 100 e 500 anos de estudo para encontrar formas de extração de madeira que mantenham a saúde da floresta.
  • Resultados iniciais indicam que manter aproximadamente sessenta por cento da cobertura da mata preserva a complexidade, a hidrologia e a resiliência; em alguns ecossistemas, trinta por cento pode ser suficiente, mas o desmate completo aparenta não ser sustentável.
  • A pesquisa integra saberes tradicionais e ciência ocidental, destacando relações entre árvores, fungos, salmões e comunidades indígenas, com o objetivo de repensar a lógica de extração da madeira.
  • O material também aborda críticas à hipótese publicada em Nature (1997), debates sobre a generalização dos resultados e questões sobre agência das árvores versus fungos, além de iniciativas de povos indígenas para proteger fungi e manter o equilíbrio ecológico.

Suzanne Simard, bióloga e engenheira florestal, tornou pública a ideia de que as árvores podem compartilhar recursos por meio de redes de fungos. Em 1997, seu artigo mostrou que duplas de espécies trocam carbono, desafiando a visão de competição entre árvores.

O projeto Mother Tree Project, apoiado por Simard, envolve comunidades indígenas em nove locais da Colúmbia Britânica, Canadá. A iniciativa mira formas mais sustentáveis de manejo florestal, buscando equilíbrio entre gente, ecossistemas e carbono armazenado.

A pesquisa envolve acordos com nações indígenas locais e prevê duração mínima de 100 anos, idealmente 500. A meta é entender se é possível extrair madeira sem comprometer a complexidade da floresta e a health hydrology.

Resultados iniciais indicam que manter cerca de 60% da cobertura pode preservar relações forestais e a hidrologia. Em alguns ecossistemas, 30% pode ser suficiente, enquanto o manejo de corte raso é apontado como insustentável.

Simard cresceu em BC, em uma tradição familiar de manejo de florestas que hoje confronta modelos de grande escala. Relatos destacam a transição de extração para cuidado recíproco com o ecossistema.

Theresa Ryan, pesquisadora de pesca e membro da Stz’uminus Nation, passou a colaborar com Simard. A ideia é integrar conhecimentos de salmonicultura e manejo florestal em uma lógica de reciprocidade entre pessoas, terra e água.

O FRPA, lei de práticas de manejo de florestas da Colúmbia Britânica, foi alterado em 2024 para retirar a cláusula que limitava indiretamente a proteção ambiental em nome da produção de madeira. A mudança é discutida no contexto das leituras de Ryan.

Críticas à pesquisa de Simard surgiram na década passada, com questionamentos sobre generalizações. Especialistas destacam limitações de estudos underground e a necessidade de evidência em diferentes ecossistemas.

Os entrevistados apontam que a comunicação pública da ciência, como o uso do termo mãe da árvore, gerou controvérsia entre a comunidade científica. Ainda assim, a linha de pesquisa permanece sob avaliação por pares.

Entre as iniciativas associadas, destaca-se a campanha Fungal Relations, liderada pela Nação Ma’amtagila, para proteger fungos com o mesmo vigor de plantas e animais. A dança do Reino Fúngico funciona como forma de governança cultural.

Erica Gies, jornalista ambiental, descreve que a visão de reciprocidade pode ampliar a compreensão de conservação. Ela compara abordagens ocidentais, mais reducionistas, com saberes indígenas orientados a agora e depois.

A pesquisadora planeja livro novo, Roots to Sky, que explora o ciclo da água e a interdependência entre biodiversidade, água e clima. A obra promete evidenciar soluções baseadas na restauração de ecossistemas.

Fontes citadas indicam que sim, as comunidades indígenas e Simard defendem que o manejo florestal deve privilegiar relações reciprocais. A pesquisa continua, com novos dados em divulgação pública.

O estudo da Mother Tree Project envolve nove regiões, diferentes climas e ecossistemas, além de acordos com povos originários. O objetivo é encontrar caminhos de manejo que conciliem uso de madeira e conservação.

Edição de reportagens, entrevistas e materiais de apoio permanece disponível, com referências à Nature de 1997 sobre transferência de carbono entre espécies. A cobertura segue sem conclusões, apenas fatos verificados.

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