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Tecnologia melhora resultados de cirurgias oftalmológicas

Tecnologia amplia precisão e segurança em cirurgias oftalmológicas, com planejamento individualizado que corrige catarata e erros refrativos

Foto: Imagem de Freepik/megafilm / DINO
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  • Avanços tecnológicos em biometria ocular, topografia e lentes intraoculares avançadas permitem planejar a cirurgia com maior precisão e corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo no mesmo procedimento.
  • A catarata é uma das principais causas de deficiência visual no Brasil; segundo a SBO, 43,2% da população tem miopia e 9,9% tem catarata, com a facoemulsificação (FACO) como método mais utilizado.
  • A cirurgia de catarata evoluiu para ampliar planejamento e segurança, combinando remoção da catarata com correção de erros refrativos no mesmo ato.
  • A cirurgia refrativa, com lasers de femtossegundo e ablação personalizada, tem mostrado maior previsibilidade de resultados e satisfação, exigindo indicação individualizada.
  • A decisão de qual técnica usar depende de fatores como idade, tipo e grau do erro, espessura da córnea, presença de catarata e as expectativas visuais do paciente, com foco na segurança e qualidade visual a longo prazo.

A tecnologia vem ampliando a precisão e a segurança em cirurgias oftalmológicas, especialmente nos reparos de erros refrativos e de catarata. O planejamento individualizado passa a ser parte essencial do processo, buscando melhores resultados para cada paciente. A catarata ocupa posição de destaque entre os principais problemas visuais do Brasil, ao lado do glaucoma, quando não tratados os erros de refração.

Dados de levantamento da Sociedade Brasileira de Oftalmologia indicam que 43,2% da população tem miopia e 9,9% apresenta catarata. A facoemulsificação continua sendo o método mais utilizado no tratamento, com novas tecnologias elevando a qualidade do planejamento e da execução do procedimento.

Avanços tecnológicos e planejamento personalizado

O oftalmologista responsável pelo tema destaca que a cirurgia de catarata evoluiu significativamente nas últimas décadas, com biometria ocular, topografia e lentes intraoculares avançadas. Atualmente, é possível planejar a cirurgia com alta precisão, removendo a catarata e corrigindo miopia, hipermetropia e astigmatismo no mesmo procedimento.

Segundo o especialista, a cirurgia pode funcionar também como refrativa, reduzindo a dependência de óculos. Durante o procedimento, o cristalino é substituído por uma lente calculada individualmente, permitindo correções para perto, longe e astigmatismo. O planejamento pré-operatório é essencial para escolher a lente ideal para cada perfil visual.

Avanços tecnológicos têm aumentado a previsibilidade e a segurança das técnicas, com mapeamento detalhado da córnea e do sistema óptico do olho. Essas tecnologias possibilitam tratamentos cada vez mais personalizados para miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, ajustando-se às características de cada paciente.

A literatura científica, incluindo artigos de revistas especializadas, aponta que lasers de femtossegundo e ablações personalizadas têm contribuído para melhores resultados e maior satisfação. A indicação cirúrgica, no entanto, permanece dependente de características individuais como idade, tipo e grau de erro refrativo, espessura da córnea, presença de catarata e expectativas visuais.

Critérios de indicação e planejamento individualizado

A decisão sobre a técnica mais adequada envolve fatores como idade, tipo e grau do erro refrativo, formato da córnea, catarata presente e o que o paciente espera da visão. O objetivo é escolher a modalidade que ofereça maior segurança e melhor qualidade visual a longo prazo.

A personalização do atendimento é destacada pelo médico como fundamental, pois cada olho apresenta características únicas. Dois pacientes com grau semelhante podem ter estruturas oculares distintas, o que impacta o resultado visual e a satisfação.

A recuperação pós-operatória varia conforme a técnica adotada, as características do olho e o acompanhamento médico. Em linhas gerais, a recuperação tende a ser rápida, desde que as medicações sejam utilizadas corretamente e o seguimento seja adequado.

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