Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Árvore especial pode filtrar mais de 98% de microplásticos na água da torneira

Sementes de moringa removem até 98,5% dos microplásticos da água potável, oferecendo alternativa renovável ao sulfato de alumínio, com limitações para sistemas maiores

Microplásticos são encontrados em 83% da água da torneira globalmente
0:00
Carregando...
0:00
  • Pesquisadores Brasil e Reino Unido mostraram que extratos de sementes de moringa removem até 98,5% de microplásticos da água da torneira, em testes com partículas de PVC.
  • O desempenho é comparável ao sulfato de alumínio (alúmen), coagulante químico tradicional usado em purificação da água.
  • As sementes tiveram desempenho ainda superior em águas mais alcalinas, e são apresentadas como opção renovável, biodegradável e com menos produção de lodo que o alumínio.
  • A limitação é que cada semente trata cerca de 10 litros de água, o que pode exigir muitas sementes em grandes estoques de tratamento, limitando o uso urbano, mas ajudando em pequenas comunidades.
  • Pesquisadores ressaltam a necessidade de mais estudos para entender degradação dos extratos, o destino do PVC capturado e a escalabilidade econômica do método, além de testar com outros tipos de microplásticos.

A moringa, árvore conhecida por seus nutrientes e uso terapêutico, mostrou potencial para remover microplásticos da água potável. Pesquisadores do Brasil e do Reino Unido publicaram, em abril, resultados convincentes sobre extratos de sementes dessa planta como coagulantes alternativos.

O estudo avaliou se as sementes de moringa conseguem agregar microplásticos para facilitar a filtragem. Os cientistas testaram partículas de PVC com cerca de 18,8 micrômetros, comparando o desempenho com o sulfato de alumínio, coagulante químico tradicional.

As descobertas indicam que o extrato de sementes atingiu 98,5% de eficiência na remoção de microplásticos da água. O resultado foi próximo do desempenho do alumínio em condições semelhantes e, em águas mais alcalinas, houve superioridade.

Resultados do estudo

Os pesquisadores destacam que as sementes são renováveis, biodegradáveis e geram menos lodo do que o alúmen. Além disso, apresentam menos riscos de toxicidade. O alumínio pode causar problemas neurodegenerativos em níveis elevados.

Apesar do desempenho promissor, a equipe ressalta limitações. Cada semente trataria cerca de 10 litros de água, o que dificulta a aplicação em grandes estações de tratamento. A técnica pode ser mais adequada a comunidades menores.

Limitações e próximos passos

Uma nova utilização de sementes pode aumentar resíduos orgânicos na água; ainda é preciso entender a degradação dos extratos e o destino do PVC removido. Pesquisas futuras avaliarão a escalabilidade, custos e uso com outros plásticos.

Especialistas ouvidos no estudo destacam o interesse público em soluções naturais para a filtragem de microplásticos. A tendência é buscar alternativas que reduzam impactos ambientais sem comprometer a segurança da água.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais