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Brasil reduz perdas florestais em 42% em 2025, aponta estudo

Brasil reduz em quarenta e dois por cento as perdas de cobertura arbórea em 2025, com maior queda em áreas sem fogo e impacto positivo nos dados globais

Brasnorte (MT), 09/04/2025 – Vista aérea do encontro da Floresta Amazônica com lavouras de milho e soja, na margem da Terra Indígena Erikpatsa, onde vive o Povo Rikbaktsa. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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  • O Brasil perdeu 1,6 milhão de hectares de cobertura arbórea em floresta tropical úmida em 2025, segundo o Global Forest Watch.
  • As perdas caíram 42% em relação a 2024, com maior redução nas derrubadas sem uso do fogo.
  • Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima juntos representaram mais de 40% da redução; Maranhão registrou aumento.
  • A perda global de cobertura arbórea em florestas tropicais úmidas foi de 4,3 milhões de hectares em 2025, queda de 35% ante 2024.
  • No Brasil, as queimadas seguem como principal causa de perdas globais, respondendo por parte significativa do total mundial.

O Brasil reduziu em 42% as perdas de cobertura arbórea em 2025, segundo balanço do Global Forest Watch, divulgado nesta quarta-feira pelo World Resources Institute. O estudo analisou a floresta tropical úmida no período de 2025.

A queda ocorreu principalmente nas atividades sem uso de fogo, com perdas não relacionadas a incêndios registrando o menor nível desde 2001. Desmatamento, cortes raso e mortes naturais contribuíram para o recuo observado.

Entre os estados, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Acre e Roraima apresentaram as maiores reduções, somando mais de 40% da queda nacional. Maranhão foi o único estado com crescimento das perdas.

A análise do Global Forest Watch utiliza dados do Glad/Universidade de Maryland e vai além do desmatamento, incluindo distúrbios como corte seletivo e mortes naturais. O método difere do Prodes, sistema oficial brasileiro.

Para a codiretora Elizabeth Goldman, a redução de 41% nas perdas não relacionadas a incêndios é o menor nível já registrado desde 2001, alinhando-se à tendência de queda observada nos principais biomas do Brasil.

A diretora-executiva da WRI Brasil, Mirela Sandrini, atribui o resultado a uma força-tarefa que envolve governo, sociedade civil, academia, comunidades locais e setor privado. Iniciativas como produção em áreas já desmatadas ganham destaque.

Cita-se ainda o Fundo Florestas Tropicais para Sempre e incentivos a serviços ambientais como pilares do enfrentamento à perda arbórea, com perspectivas de continuidade na próxima década.

Globalmente, o estudo aponta que as perdas totais alcançaram 4,3 milhões de hectares em 2025, queda de 35% ante 2024, quando o declínio atingiu 6,7 milhões de hectares. A queda de perdas não associadas a incêndios chegou a 23%.

As perdas provocadas por incêndios mantiveram-se elevadas, representando a terceira maior marca desde 2001. Goldman ressalva que revisões podem ocorrer por registros tardios de 2024 devido à fumaça que bloqueia sensores.

No Brasil, a participação na perda global ultrapassou 37%, tornando o país o líder em área perdida, seguido pela Bolívia e pela República Democrática do Congo. Em termos proporcionais ao tamanho da floresta, Bolívia e Madagascar tiveram as maiores perdas.

A pesquisadora aponta que a expansão agrícola, com foco na produção de commodities e mudanças de cultivo, foi a principal causa da perda de cobertura arbórea nos trópicos, segundo o estudo.

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