- O Ibama registrou os primeiros filhotes da Arara-vermelha-grande na Mata Atlântica, neste mês de abril, após quase duzentos anos de extinção na região.
- A reprodução ocorreu no âmbito de um projeto de reintrodução documentada no bioma, com monitoramento à distância para não interferir.
- Dois filhotes foram confirmados, já observados voando e se alimentando, com imagens registradas pela equipe.
- As aves são criadas em cativeiro (vindas de adoções ou apreensões) e não há populações selvagens na Mata Atlântica; os indivíduos selvagens atuais estão concentrados no interior do país, principalmente no Centro-Oeste e Norte.
- Além da reintrodução, a experiência indica que aves inicialmente mantidas em cativeiro podem retornar à natureza, conforme já observado com outras espécies.
O Ibama registrou os primeiros filhotes da Arara-vermelha-grande na Mata Atlântica, marcando a primeira reintrodução documentada da espécie no bioma. O nascimento ocorreu neste mês de abril, no âmbito de um projeto de restauração de habitats.
A observação começou com um casal que passou longos períodos em ninhos criados pelos pesquisadores. A equipe acompanhou à distância para não interferir no processo de reprodução. Dois filhotes foram confirmados e já foram vistos voando e se alimentando.
Segundo o Ibama, não existem populações selvagens da espécie na Mata Atlântica. Os filhotes vêm de cativeiro, oriundos de adoções ou apreensões no combate ao tráfico de animais. A prática de observar a reprodução em cativeiro antes da soltura é comum no projeto.
Situação da espécie na região
O Ibama aponta que, além da reintrodução, a experiência demonstra a viabilidade de aves criadas em cativeiro retornarem à natureza, sob monitoramento. Atualmente, araras-vermelhas-grandes selvagens concentram-se principalmente no interior do país, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Norte.
Sobre o projeto de reintrodução
O monitoramento segue registros de ações anteriores de reintrodução de outras espécies, como papagaios-do-mangue e periquitos-rei, já observadas na natureza após criação em cativeiro. As informações foram divulgadas pelo Ibama em nota oficial.
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