- A influenciadora Carol Borba, 39 anos, disse no Podshape que a filha de três anos toma whey e creatina na rotina, usando a mamadeira com leite pela manhã ou antes de dormir.
- Ela afirma que a prática representa alimentação saudável dos pais e que a criança não é fissurada em doces; Juju Salimeni defende a escolha.
- Especialistas destacam que crianças saudáveis costumam suprir proteínas com alimentação equilibrada; a American Academy of Pediatrics recomenda cerca de 13 g/dia para crianças de 1 a 3 anos, com leite, ovos, carnes e leguminosas como fontes.
- Não há comprovação de danos renais ou hepáticos em jovens com suplementos, mas há cautela: uso indiscriminado, risco de adulteração e possível relação com distúrbios de imagem.
- Em contextos clínicos ou esportivos, o whey pode ser usado com orientação, mas a prioridade é a alimentação integral; a creatina não é indicada sem necessidade clínica, e o monitoramento é importante para quem tem condições pré-existentes.
Carol Borba, influenciadora fitness, revelou em entrevista ao Podshape que inclui whey e creatina na alimentação diária de sua filha de três anos. A fala ocorreu durante a participação no programa apresentado por Juju Salimeni e Diogo Basaglia.
A personal trainer, que acumula mais de 3,4 milhões de seguidores, disse que os suplementos são parte de um modelo de alimentação saudável praticado pelos pais. Ela afirmou que a prática recebe críticas, mas mantém a convicção de que pode trazer benefícios.
Juju Salimeni defendeu a amiga, destacando que questionamentos aparecem, mas que a menina não estaria recebendo itens indisponíveis no cardápio infantil. A influenciadora afirmou que a filha consome whey na mamadeira com leite, pela manhã ou antes de dormir, além da creatina.
Riscos e avaliação de especialistas
Natália Gallagher, chefe de nutrição do Samaritano Barra e do Hospital Vitória, disse que crianças saudáveis obtêm proteína suficiente com leite, ovos e carnes. A recomendação é adequada para a faixa de 1 a 3 anos, com cerca de 13 g/dia.
A especialista alerta para cautela no uso de suplementos como whey e creatina em faixas etárias jovens, especialmente em situações com condições pré-existentes. O monitoramento profissional é essencial para evitar riscos a longo prazo.
Ela destaca que o excesso de proteína nos primeiros anos pode aumentar o risco de sobrepeso na infância. Além disso, há preocupações sobre adulteração de suplementos e impactos na imagem corporal em adolescentes.
Segundo a especialista, o whey pode ter aplicações clínicas benéficas em desnutrição ou alergias, enquanto o whey hidrolisado é voltado a bebês com restrições digestivas. Em esportes, o whey pode ser utilizado quando a demanda proteica não é suprida pela dieta.
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