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Perda de florestas tropicais cai em 2025 após recorde, aponta relatório

Desmatamento de florestas tropicais recua 36% em 2025, mas mantém pressão por expansão agrícola e incêndios, dificultando meta de cessar perdas até 2030

Área desmatada na cidade de Lábrea, no Amazonas
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  • Em 2025, as florestas tropicais perderam 4,3 milhões de hectares, queda de 36% frente a 2024.
  • O relatório do Global Forest Watch aponta que é uma recuperação após o recorde de 6,7 milhões de hectares destruídos em 2024.
  • A desaceleração deve-se, em parte, a ações brasileiras para conter o desmatamento, conforme anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • Mesmo assim, os países desmatam cerca de 70% a mais do que o previsto para cumprir a meta de interromper e reverter a perda de florestas até 2030.
  • A expansão agrícola continua como principal motor da perda, representando 42% das queimadas e impactos significativos especialmente em regiões boreais e tropicais.

Os dados do Global Forest Watch, observatório ligado ao World Resources Institute (WRI) e à Universidade de Maryland, mostram recuperação modesta no desmatamento de florestas tropicais em 2025. Em 2024 houve recorde, com 6,7 milhões de hectares destruídos; em 2025, a perda caiu para 4,3 milhões de hectares. O relatório foi divulgado nesta quarta-feira (29).

A redução de 36% aponta para intervenções consideradas reais, conforme Elizabeth Goldman, codiretora do Global Forest Watch. A desaceleração ocorre também devido a esforços do Brasil para conter o desmatamento, alinhados às promessas do governo federal desde 2023.

Apesar da queda, especialistas ressaltam que países desmataram 70% acima do nível desejado para cumprir o compromisso de interromper e reverter a perda de florestas até 2030. A taxa de destruição continua elevada frente a uma década atrás.

Desempenho por região

O relatório aponta que, globalmente, 4,3 milhões de hectares de matas virgens sumiram em 2025, equivalente à Dinamarca. A queda em 2025 não elimina a tendência de alta nas perdas quando comparadas a dez anos atrás, com a taxa ainda 46% maior.

Fatores de desmatamento

A expansão agrícola segue sendo o principal motor da devastação, impulsionada por commodity em países como Brasil, Bolívia e Indonésia. Em áreas de subsistência, o Congo também contribui para as perdas, com pressão sobre biomas primários.

Incêndios e clima

A área global queimada caiu 14% em 2025, mas incêndios continuam relevantes, representando 42% das perdas, principalmente na região boreal. Em várias zonas tropicais, incêndios se espalham com maior intensidade, alimentados por folhas secas e manejo inadequado.

Perspectivas (sem conclusão)

Especialistas ressaltam que, apesar da importância das florestas como sumidouros de carbono, o aquecimento global aumenta a pressão de incêndios e secas. A tendência reforça a necessidade de políticas públicas robustas para conter a expansão agrícola e a queimada indiscriminada.

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