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Anvisa suspende clobutinol no Brasil por risco de arritmias graves

Anvisa suspende clobutinol no Brasil por risco de arritmias graves; alerta profissionais e pacientes e substituição por tratamentos mais seguros

Anvisa – depositphotos.com / BrendaRochaBlossom
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  • A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda e o uso do clobutinol no Brasil por risco de arritmias graves.
  • O clobutinol era um antitussígeno usado para tosse seca, presente em xaropes e gotas, incluindo opções de venda livre.
  • a decisão levou em conta dados de farmacovigilância e estudos que associam o medicamento ao prolongamento do intervalo QT e a arritmias, especialmente em pessoas com fatores de risco cardíaco.
  • Profissionais de saúde passaram a orientar alternativas seguras e a revisar condutas, com foco na investigação da causa da tosse, especialmente em crianças e pacientes com histórico cardíaco.
  • Pacientes foram aconselhados a não utilizar estoques remanescentes e a buscar orientação médica; houve reforço à farmacovigilância e à educação sobre automedicação e riscos cardíacos.

A Anvisa suspendeu a venda do clobutinol no Brasil, após reavaliações de segurança apontarem risco de arritmias cardíacas graves. O antitussígeno, presente em xaropes e gotas, foi retirado do mercado nacional.

Pacientes que usavam o medicamento para tosse seca, especialmente em quadros de gripe ou irritação da garganta, precisam buscar orientação médica. Profissionais de saúde devem revisar condutas e indicar alternativas seguras.

O clobutinol atua no sistema nervoso central para reduzir a tosse sem tratar a causa subjacente. Antes da suspensão, era encontrado em fórmulas infantis e adultas, inclusive como venda livre, o que favorecia a automedicação.

Por que houve a suspensão

A decisão levou em conta dados de farmacovigilância e relatos internacionais associando o uso ao prolongamento do intervalo QT no eletrocardiograma. Esse aumento do intervalo eleva o risco de arritmias graves. O benefício de alívio sintomático não compensava esse risco.

O problema é mais grave em pessoas com cardiopatias, uso de outros fármacos que prolongam o QT ou desequilíbrios eletrolíticos. A Anvisa também ressaltou a possibilidade de mascarar sinais de doenças respiratórias ao reduzir a tosse sem investigar a causa.

O que mudou para pacientes e profissionais

Com a retirada, houve substituição por antitussígenos com histórico de segurança mais conhecido, como dextrometorfano, ou reforço da investigação da tosse. Profissionais revisaram prescrições e materiais educativos para alertar sobre riscos cardíacos.

Pacientes foram orientados a não usar estoques antigos e a buscar orientação profissional diante de tosse persistente. A farmacovigilância passa a ter papel central no monitoramento de fármacos após a entrada no mercado.

Orientações finais para o cuidado com a tosse

A recomendação é avaliar a tosse a partir de fatores como duração, febre, dificuldade respiratória ou dor no peito. Medidas gerais incluem hidratação, controle de ambientes e tratamento da causa identificada. Acompanhamento médico é indicado para grupos de maior risco.

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