- O cardiologista Roberto Yano afirma que o burnout é um fator de risco crítico para o sistema cardiovascular.
- O estresse crônico leva à liberação de cortisol e adrenalina, mantendo o corpo em estado de alerta e podendo aumentar frequência cardíaca e pressão arterial.
- Sintomas do burnout podem mascarar problemas cardiovasculares, como arritmias e hipertensão.
- A inflamação provocada pelo estresse favorece o acúmulo de placas nas artérias, elevando o risco de infarto e acidente vascular cerebral.
- Em 2025, foram registrados 546 mil afastamentos por saúde mental, segundo o Ministério da Previdência Social.
O burnout, síndrome de esgotamento físico e mental, ganha atenção pela relação comprovada com a saúde do coração. Dados oficiais apontam recorde de afastamentos por saúde mental em 2025, com 546 mil casos registrados pelo Ministério da Previdência Social.
Especialistas alertam que o burnout não é apenas um problema psicológico. O conjunto de estresse crônico eleva hormônios como cortisol e adrenalina, mantendo o organismo em estado de alerta e influenciando o funcionamento do sistema circulatório.
O cardiologista Roberto Yano explica que esse estado de alerta aumenta frequência cardíaca e pressão arterial, sobrecarregando o músculo cardíaco a longo prazo. O esgotamento também pode mascarar sinais de doenças cardiovasculares.
Impactos do estresse no sistema cardiovascular
A área médica destaca que o burnout favorece inflamação sistêmica, o que facilita o acúmulo de placas nas artérias e eleva o risco de eventos agudos no futuro. O quadro pode se manifestar como arritmias ou hipertensão, especialmente se não houver diagnóstico e tratamento adequados.
A negligência aos sinais do burnout soma-se ao perigo para o coração. O cansaço extremo pode ser confundido com fadiga comum, atrasando cuidados médicos e medidas preventivas, como acompanhamento regular e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
O acompanhamento médico periódico, aliado a estratégias de gestão do estresse, é apontado como ferramenta central para prevenir infartos e AVCs. Pesquisas indicam que intervenções simples no cotidiano podem reduzir essa percepção de estresse e seus impactos cardiovasculares.
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