- Estudo compara crânios antigos e modernos de cães, lobos e outros canídeos, usando tomografias de 22 lobos/cães pré-históricos e 104 cães e 59 lobos modernos, publicado em dezoito de abril na Royal Society Open Science.
- Os pesquisadores criaram modelos digitais da cavidade craniana para estimar o tamanho do cérebro, relacionando-o ao comprimento do crânio para controlar o tamanho corporal.
- A redução no tamanho do cérebro teria começado no fim do Neolítico, entre cinco mil e quatro mil e cinco centenas de anos atrás, chegando a até quarenta e seis por cento a menos que lobos da mesma época.
- O cérebro dos cães antigos tinha tamanho semelhante ao de cães pequenos atuais, o que aponta para seleção comportamental precoce.
- A hipótese é que cérebro menor trouxe reorganização cerebral com respostas rápidas e instintos, favorecendo cães como sistemas de alarme para comunidades humanas.
O cérebro dos cães diminuiu ao longo dos últimos 5 mil anos, segundo estudo publicado na Royal Society Open Science. Pesquisadores europeus comparam crânios de cães, lobos e outros canídeos antigos e modernos para entender quando ocorreu o encolhimento.
A pesquisa utilizou tomografias de 22 lobos e cães pré-históricos com idades entre 35 mil e 5 mil anos e de 104 cães e 59 lobos modernos. Modelos digitais tridimensionais da cavidade craniana estimaram o volume cerebral relativo ao tamanho do crânio.
A hipótese central é que a redução começou na transição para o sedentarismo e a prática agrícola, entre 5 mil e 4.500 anos atrás. Durante o Neolítico, cães já mostravam queda acentuada no tamanho do cérebro, chegando a 46% menos que lobos da mesma época.
Mudança durante o Neolítico
Os cientistas ressaltam que o tamanho cerebral antigo equivalia ao de cães pequenos atuais, sugerindo seleção comportamental precoce. Humanos podem ter favorecido cães mais dóceis e adaptados à convivência, com rápidas respostas a estímulos e maior probabilidade de atuar como alarme nas comunidades.
Essa reorganização tecidual implicaria em menos áreas envolvidas em processos complexos e mais respostas instintivas. A função de alarme poderia ter contribuído para a convivência estável entre cães e humanos no auge do Neolítico.
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