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Gênero na infância: meninos e meninas se adaptam de modos distintos

Pesquisa mostra que crianças de cinco a dez anos respondem a ameaças de conformidade de gênero com pressão para se encaixar, afetando autoestima

As mensagens que as crianças recebem sobre como expressar adequadamente seu gênero as acompanham até a idade adulta. Fotografia Basica/iStock via Getty Images Plus
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  • O estudo, com 147 crianças de 5 a 10 anos em Nova York, avaliou como ameaças à conformidade de gênero afetam o comportamento das crianças, usando dois jogos de perguntas e feedback sobre ser típico ou atípico para o gênero.
  • Foram identificadas três formas de reagir: preocupação com rejeição pelos colegas e queda de autoestima; tentar demonstrar pertencimento ao grupo, com meninas mais novas enfatizando feminilidade e meninos mais velhos enfatizando masculinidade; meninos de todas as idades evitando parecer atípicos ao se distanciarem do que é feminino.
  • Meninos mais velhos passaram a associar a masculinidade a um status social que precisa ser provado constantemente, refletindo uma mentalidade de compatibilidade com normas de gênero.
  • As meninas, em geral, tendem a não se distanciar do masculino da mesma forma que os meninos, mas podem sentir pressão para provar feminilidade quando jovens.
  • A pesquisa sugere que a infância é uma janela crítica para intervenções que promovam identidades seguras, sem depender de desempenho de gênero, visando reduzir impactos negativos na vida adulta.

A pesquisa analisa como crianças aprendem e reagem à conformidade de gênero desde a infância. Realizada com Andrei Cimpian, o estudo investigou como o senso de pertencer a um grupo de gênero influencia o comportamento diante de estereótipos.

Crianças entre 5 e 10 anos foram convidadas a jogar dois jogos com temas de gênero. Ao receber feedback de que seu desempenho seria típico ou atípico para o gênero, elas tiveram que lidar com a provável ameaça à conformidade.

O objetivo foi observar como a percepção de ser típico ou não do gênero afeta escolhas, autoestima e reações públicas a conquistas. A metodologia envolveu feedback aleatório sobre desempenho nos jogos de menina e de menino.

Metodologia e participação

Foram 147 participantes, de Nova York, distribuídos aleatoriamente entre condições de ameaça e não ameaça. Ameaça envolveu destacar desempenho fora do esperado para o gênero correspondente.

Os pesquisadores analisaram respostas como visibilidade de conquistas, uso de adesivos temáticos e preocupações com a opinião dos colegas. A ideia era entender o que motiva a conformidade de gênero na infância.

Resultados principais

Três padrões emergiram: medo de rejeição social e queda de autoestima; tentativa ativa de demonstrar pertencimento ao gênero; e distanciamento de comportamentos considerados opostos ao gênero, com meninos menos tolerantes a traços femininos.

Meninos de todas as idades tendem a evitar traços femininos, o que reforça um duplo padrão cultural presente nos EUA. Meninas, por sua vez, mostram maior pressão para provar feminilidade em idades menores.

Implicações e futuras linhas

Os autores indicam que os alicerces da conformidade se formam na infância, influenciando agressividade por parte de alguns homens e escolhas profissionais de mulheres. Intervenções precoces podem promover identidades seguras sem depender do desempenho de gênero.

A pesquisa destaca a necessidade de ampliar contextos geográficos e culturais e ampliar a diversidade de identidades de gênero entre as crianças estudadas. Os autores ressaltam que não há conflitos de interesse.

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