- O médico Marcello Caio de Souza Reis, diretor dos hospitais Anchieta, participou do CB.Saúde para falar sobre os desafios do tratamento oncológico no Brasil, destacando a importância de um atendimento humanizado e transdisciplinar.
- O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimou mais de 780 mil casos de câncer no país neste ano.
- Segundo o especialista, o crescimento no diagnóstico se deve, em parte, à melhoria dos métodos de detecção, incluindo mapeamento genético.
- Reis afirmou que já existem recursos para enfrentar o problema, mas falta organização para utilizá-los de forma eficiente.
- Ele defendeu a adoção de uma abordagem transdisciplinar, com atuação de diferentes especialistas e, cuando necessário, da psicologia, para tratar os variados sintomas do paciente.
Marcello Caio de Souza Reis, médico e diretor dos hospitais Anchieta, participou do CB.Saúde nesta quinta-feira (30/04) para falar sobre os desafios do tratamento oncológico no Brasil. A conversa ocorreu no formato de entrevista, em parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília.
O diretor destacou a importância do atendimento humanizado e de uma abordagem transdisciplinar no cuidado ao paciente com câncer. Ele apontou que o Brasil deve enfrentar mais de 780 mil casos da doença neste ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O aumento do número de diagnósticos decorre, em parte, de melhorias na detecção e no mapeamento genético que possibilitam diagnósticos precoces.
Para Reis, os recursos médicos existem, mas falta organização para utilizá-los de forma integrada. Ele enfatizou que o sistema precisa otimizar fluxos e a comunicação entre as diversas áreas da saúde envolvidas no tratamento do câncer, desde a psicologia até especialidades médicas. A ideia central é adotar um modelo colaborativo que reduza gargalos e melhore a qualidade do cuidado.
Transdisciplinaridade como caminho
O especialista defendeu a atuação de equipes multidisciplinares, com participação de diferentes saberes em um mesmo processo de cuidado. Segundo ele, a discussão de casos por equipes transdisciplinares inicia pelo apoio da psicologia, ampliando a compreensão dos aspectos emocionais, sociais e clínicos do paciente. Esse modelo visa orientar decisões e facilitar o andamento do tratamento.
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