- Elon Musk disse, em depoimento, que não leu as “letras miúdas” sobre a OpenAI se tornar uma empresa com fins lucrativos, dizendo ter visto apenas a manchete.
- A OpenAI afirma que Musk é movido por desejo de controle e amargura com o sucesso da empresa, além de afirmar que ele não priorizou questões de segurança durante seu tempo na organização.
- A OpenAI recebeu cerca de US$ 38 milhões em doações e ajuda pessoal para criar uma organização sem fins lucrativos, antes de mudar de estratégia para fins lucrativos sob supervisão de outra entidade sem fins lucrativos.
- A OpenAI diz ter criado a entidade com fins lucrativos para atrair investimentos privados para ampliar poder de computação e remunerar cientistas, com objetivo de acelerar o desenvolvimento de IA e viabilizar um eventual IPO.
- O processo busca mudar a governança da OpenAI e reivindica até US$ 150 bilhões em indenizações; o julgamento começou na segunda-feira e deve se estender por semanas, com as próximas testemunhas Brockman e o especialista em segurança de IA, Stuart Russell.
Elon Musk participou nesta quinta-feira (30) de um interrogatório no processo que envolve a OpenAI, buscando esclarecer o timing de sua decisão de processar a empresa e seu conhecimento sobre a transição da OpenAI de organização sem fins lucrativos para um modelo com fins lucrativos. O julgamento pode definir o futuro da OpenAI e começou na segunda-feira (27). A sessão ocorreu em um tribunal não especificado na cobertura. O objetivo dos queixosos é reverter mudanças de governança e buscar indenizações.
Musk argumenta que a OpenAI, seu cofundador Sam Altman e o presidente Greg Brockman levantaram 38 milhões de dólares, com promessa de manter uma entidade sem fins lucrativos dedicada à segurança da IA, antes de mudar para um modelo lucrativo para gerar riqueza. O questionamento destacou um termo de compromisso enviado por Altman em 31 de agosto de 2017 sobre essa transição.
Envolvidos e motivações
A OpenAI sustenta que Musk busca controlar a organização e está amargurado com o sucesso que a empresa alcançou após sua saída do conselho em 2018. Os advogados da OpenAI afirmam que, sob a gestão atual, a organização busca ampliar seu poder de computação com investimentos privados para sustentar pesquisas e possibilitar um eventual IPO.
A ação indica que a OpenAI criou uma estrutura com fins lucrativos para atrair capital externo e financiar ciência de ponta. Em resposta, Musk contesta a mudança de finalidade, sustentando que a missão original poderia ter sido mantida sem retorno financeiro.
Jurisprudência e próximos passos
O caso também envolve a discussão sobre a admissibilidade de depoimentos de especialistas sobre o risco da IA, com a juíza sugerindo ironia na postura de Musk ao criar a xAI, empresa concorrente em IA ligada à SpaceX. Testemunhas esperadas incluem Brockman e o especialista em segurança de IA Stuart Russell.
O julgamento deverá se estender por várias semanas, com novas testemunhas programadas para as próximas sessões. A análise foca na governança, no valor de danos pretendidos, e na interpretação de contratos e promessas feitas pela OpenAI no estágio inicial. As informações são baseadas nos relatos do andamento do tribunal.
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