- Estudo publicado na The Lancet sugere que uma pílula diária única, com doravirina e islatravir, pode manter o vírus indetectável tão bem quanto os esquemas atuais.
- O ensaio envolveu 553 adultos com HIV já com carga viral controlada e acompanhou 48 semanas.
- Ao final do período, 98,6% do grupo com pílula única manteve o vírus indetectável, contra 95,1% no grupo de tratamento padrão.
- O novo regime não usa inibidores da integrase (INSTIs), oferecendo uma alternativa terapêutica.
- Mesmo com resultados promissores, o HIV ainda não tem cura; a pílula busca facilitar adesão e manter o controle da infecção.
O HIV pode ganhar um novo fôlego com uma pílula diária em dose única que combina dois medicamentos. O estudo mostra que o esquema pode manter o vírus sob controle tão bem quanto o tratamento atual, e até superior em alguns aspectos. A pesquisa envolve pacientes já com carga viral indetectável.
O objetivo é simplificar o tratamento, reduzindo o número de comprimidos diários. A nova fórmula une doravirina e islatravir em uma única cápsula, sem usar inibidores da integrase (INSTIs). A ideia é facilitar a adesão e manter a indetectabilidade do vírus.
Resultados do estudo
A pesquisa foi publicada na Lancet em 2026 e liderada por Chloe Orkin. Acompanhou 553 adultos com HIV, todos com carga viral controlada, ao longo de 48 semanas.
- 98,6% no grupo da pílula única mantiveram o vírus indetectável.
- 95,1% no grupo de tratamento padrão permaneceram indetectáveis.
- O regime experimental mostrou eficácia semelhante ou superior.
Implicações para adesão
Manter o HIV indetectável reduz danos à saúde e a transmissão. No Brasil, o acesso a terapias tem aumentado, contribuindo para esse objetivo entre os pacientes em tratamento.
Considerações sobre efeitos adversos
A frequência de efeitos adversos foi ligeiramente maior no grupo experimental, sem aumento significativo na interrupção do tratamento. Não há indicação de alterações na gravidade desses eventos.
Conclusão
O estudo reforça o potencial de uma abordagem de tratamento mais simples, com menos comprimidos, para manter o HIV sob controle. A pesquisa não confirma cura, mas amplia as opções terapêuticas disponíveis.
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