- Em uma reserva florestal na periferia de Singapura, o langur de listras de Raffles sobrevive em bolsões de floresta que ainda restam.
- A população dobrou desde 2011, chegando a 80 indivíduos, segundo a pesquisadora Andie Ang, da Mandai Nature.
- O deslocamento e a alimentação do primata dependem de cobertura contínua, que continua fragmentada pela urbanização.
- A conservação envolve ciência cidadã: voluntários registram o tamanho dos grupos e o comportamento, enquanto autoridades plantam árvores de alimento e instalam pontes de corda para ligar as copas.
- O futuro depende de decisões de uso do solo e de manter conectados os remanescentes de floresta.
Um programa de ciência cidadã em Singapura revelou que a população do langur presente no local, conhecido como Raffles’ banded langur, dobrou desde 2011, chegando a 80 indivíduos. Voluntários monitoram o comportamento e o tamanho dos grupos no dossel.
A espécie Presbytis femoralis sobrevive em bolsões de floresta, hoje fragmentados pela intensa ocupação urbana. A principal condição para alimentação e deslocamento é a cobertura vegetal contínua, cada vez mais ausente em áreas urbanas.
Voluntários registram os grupos e suas ações, enquanto órgãos locais plantam árvores frutíferas e instalam pontes de corda para ligar trechos de dossel — medidas de conservação voltadas a reduzir barreiras físicas.
Segundo Andie Ang, pesquisadora da Mandai Nature, a recuperação populacional depende de decisões sobre uso do solo. Manter e conectar os remanescentes de floresta é essencial para a sobrevivência da espécie.
O programa de voluntariado ajuda a preencher lacunas de conhecimento e aumenta a conscientização pública, fator relevante em uma cidade com poucos recursos de terreno. As ações combinadas apontam para avanços, ainda que desafiadores.
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