- Queda de 36% na perda de florestas tropicais primárias em 2025, puxada pelo Brasil, afeta manguezais e ecossistemas costeiros, chamados de “florestas marinhas”.
- A redução do desmatamento tem efeito positivo direto sobre o oceano, contribuindo para o equilíbrio climático por meio do carbono azul.
- Manguezais, marismas e pradarias marinhas atuam como sumidouros de carbono naturais, armazenando CO₂ por longos períodos.
- Esses ambientes protegem a costa contra tempestades, reduzem erosão e ajudam a amortecer o aumento do nível do mar, além de sustentar biodiversidade e cadeias de pesca.
- Embora haja avanços, o desmatamento ainda está cerca de 70% acima da meta de zerar até 2030; é preciso integrar ações de desmatamento zero com proteção de ecossistemas costeiros.
A queda global de 36% na perda de florestas tropicais primárias em 2025, puxada principalmente pelo Brasil, beneficia o oceano e ecossistemas costeiros. Manguezais e áreas próximas aos mares atuam como verdadeiras florestas marinhas, contribuindo para o equilíbrio climático.
Segundo a pesquisadora Marinez Scherer, enviada especial da COP30 para Oceanos, a redução no desmatamento também fortalece habitats costeiros que ajudam a enfrentar o aquecimento global. Esses ambientes são fontes de sequestro de carbono e protegem a costa.
Florestas que começam na terra e terminam no mar
O conceito de carbono azul descreve manguezais, marismas e pradarias marinhas, que capturam e armazenam grandes quantidades de carbono. Além da função climática, esses ecossistemas atuam como barreiras naturais contra tempestades e erosão costeira.
Esses ambientes sustentam a biodiversidade e áreas de pesca, gerando cadeias produtivas e segurança alimentar para milhões de pessoas em zonas costeiras tropicais. Iniciativas internacionais já incorporam manguezais em mecanismos de financiamento climático.
Desafios e políticas públicas
Apesar dos avanços, há uma distância entre a redução do desmatamento e as metas climáticas globais. O dado de 2025 aponta que a destruição permanece cerca de 70% acima do limite para zerar o desmatamento até 2030.
Especialistas defendem a integração de agendas. Amarrar o esforço de desmatamento zero à proteção e restauração de ecossistemas costeiros é visto como caminho estratégico para governos, empresas e sociedade.
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