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Raríssima lagosta bicolor é encontrada e pode viver até 100 anos

Lagosta bicolor encontrada em Cape Cod pode viver até cem anos; ocorrência rara, de 1 em 50 milhões, será estudada no Woods Hole Science Aquarium

Uma em 50 milhões: lagosta bicolor impressiona pela raridade genética (Imagem: Wellfleet Shellfish Company/ Divulgação)
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  • Lagosta bicolor foi encontrada por pescadores na costa de Cape Cod, Massachusetts, EUA, pesando mais de 1,3 quilo.
  • O animal foi encaminhado ao Woods Hole Science Aquarium para estudo e eventual apresentação ao público.
  • A divisão quase perfeita entre duas cores ocorre em apenas uma lagosta a cada cerca de cinquenta milhões, tornando o achado extremamente raro.
  • A origem está ligada ao desenvolvimento embrionário e à pigmentação com astaxantina; em alguns casos pode ocorrer ginandromorfismo.
  • A combinação de raridade genética e dificuldade de camuflagem na natureza sugere desafios de sobrevivência, mas o exemplar já oferece oportunidade para pesquisas em genética, biodiversidade e adaptação.

A lagosta bicolor foi encontrada por pescadores na costa de Cape Cod, Massachusetts, nos EUA. Pesou mais de 1,3 quilo e foi encaminhada ao Woods Hole Science Aquarium para estudo. A descoberta ocorreu em ambiente marinho durante atividades de pesca.

Especialistas destacam a rara divisão de cores em sua carapaça, quase bilaterais, que impressiona pela singularidade. A ocorrência é estimada em 1 em 50 milhões de lagostas, tornando o exemplar um caso científico relevante.

O crustáceo permanece sob observação para entender a genética que sustenta o padrão pigmentado. A análise envolve o papel da astaxantina na coloração e possíveis impactos na sobrevivência em seu habitat natural.

Como acontece a divisão de cores

Em casos extremamente raros, dois embriões fertilizados podem se fundir precocemente, gerando um organismo com dois conjuntos genéticos. Isso resulta em padrões de pigmentação divergentes em cada metade.

Esse mecanismo afeta a forma como o pigmento é distribuído ao longo do corpo. Além disso, a mutação pode permitir que o animal apresente variações de cor que vão além do azul, vermelho ou alvinas conhecidas.

Perspectivas científicas e conservação

O tamanho da lagosta também é relevante, pois coloridos incomuns costumam ter maior risco de predadores na natureza. O achado oferece oportunidade para pesquisa em genética, evolução e adaptação marinha, com potencial para ampliar o conhecimento sobre biodiversidade.

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