- O aterro de Bantargebang, na região metropolitana de Jacarta, emite 6,3 toneladas de metano por hora, segundo monitoramento feito por satélite.
- O TPST Bantargebang recebe mais de 7.500 toneladas de lixo por dia, em sua maioria orgânico, cuja decomposição anaeróbica gera esse metano.
- O inventário foi liderado pelo Emmett Institute, da UCLA, e utilizou dados do projeto Carbon Mapper com os satélites Tanager-1, da Planet Labs, e o instrumento EMIT, da Nasa.
- Em comparação, aterros com cinco toneladas por hora representam aquecimento equivalente a um milhão de carros SUV; Bantargebang fica atrás apenas do Campo de Mayo, na Argentina, com sete vírgula seis toneladas por hora.
- O metano é mais potente que o CO₂ no curto prazo: em vinte anos, aquece o planeta cerca de oitenta vezes mais, e reduzir essas emissões hoje é a forma mais rápida de frear o aquecimento global.
O aterro de Bantargebang, nos arredores de Jacarta, acendeu um alerta global ao emitir metano em escala expressiva. Medições apontam 6,3 toneladas por hora desse gás, uma potência de aquecimento superior ao CO2 e que coloca o local como o segundo maior emissor mundial.
A operação local, o TPST Bantargebang, recebe mais de 7.500 toneladas de lixo por dia, em grande parte da região metropolitana de Jacarta. As pilhas podem chegar a 40 metros de altura, criando condições anaeróbicas que promovem a degradação da matéria orgânica sem oxigênio.
Como as medições foram feitas
O inventário foi liderado pelo Emmett Institute da UCLA, com dados do Carbon Mapper. Dados de dois sensores espaciais identificaram plumas de metano invisíveis a olho nu, em larga escala. O satélite Tanager-1, da Planet Labs, e o instrumento EMIT, da NASA, na ISS, contribuíram para o mapeamento global.
Bantargebang ficou em evidência entre quase 3.000 pontos de emissão em mais de 700 locais de resíduos ao redor do mundo. O estudo mostra que o aterro está entre os maiores emissores, atrás apenas de Campo de Mayo, na Argentina, com 7,6 t/h.
Impacto e contexto científico
A comparação mostra a magnitude do problema: 6,3 t/h equivalem a uma grande usina térmica, sem gerar energia. A toxicidade climática do metano é alta no curto prazo, com poder de aquecimento mais de 80 vezes maior que o CO₂ em 20 anos, mas persistence de cerca de uma década.
A descoberta reforça a necessidade de políticas rápidas para reduzir emissões de metano. Captura do gás pode viabilizar geração de energia e trazer retorno econômico, além de reduzir o aquecimento global.
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