- Estudo da Universidade da Califórnia acompanhou sete mil pessoas entre 40 e 94 anos, por até 17 anos, sem demência no início.
- Os pesquisadores analisaram a atividade cerebral durante o sono com polissonografia e um modelo de inteligência artificial.
- A ideia é medir a “idade cerebral” com base em várias características do sono, incluindo ondas delta e fusos do sono.
- Quando a idade cerebral é maior que a idade real, o risco de demência aumenta; a cada diferença de dez anos, o risco sobe cerca de quarenta por cento.
- Os resultados foram publicados na revista JAMA Network Open.
O sono pode revelar a idade do cérebro e indicar risco de demência, aponta estudo da Universidade da Califórnia. A pesquisa acompanhou cerca de 7 mil adultos de 40 a 94 anos, por até 17 anos, começando sem demência. Ao longo do tempo, mais de mil desenvolveu a doença.
Ao invés de medir apenas duração do sono, os cientistas analisaram a atividade cerebral durante a noite. Foram usadas polissonografia e inteligência artificial para detectar padrões finos das ondas cerebrais. O objetivo foi estimar a chamada “idade cerebral”.
O estudo mostra que uma idade cerebral mais alta que a real aumenta o risco de demência. A cada 10 anos de diferença, o risco sobe aproximadamente 40%. O resultado foi publicado na JAMA Network Open.
Detalhes do estudo
Os autores explicam que a idade cerebral é calculada a partir de múltiplos indicadores de sono profundo, fusos e padrões complexos. O método usa um conjunto de características, não apenas uma única tipologia de onda.
Implicações clínicas
Especialistas ressaltam que o sono não é apenas descanso, mas processo de restauração cognitiva. Exames como EEG ajudam a identificar alterações no sono que afetam a memória e o funcionamento cerebral.
Perspectivas de manejo
Exames de rotina podem detectar distúrbios que fragmentam o sono, como a síndrome das pernas inquietas. Mudanças de hábitos e tratamento de apneia e insônia podem favorecer a saúde cognitiva a longo prazo.
Entre na conversa da comunidade