- O presidente Donald Trump pediu cortes envolvendo financiamento federal de pesquisa científica e médica pela metade, mas o Congresso aprovou um aumento total, com reduções em alvos específicos como o Centro de Controle e Prevenção de Doenças.
- Ao longo do tempo, ele também diminuiu a influência da ciência ao demitir membros do conselho da National Science Foundation.
- O bloco pró-ciência bipartido, porém, permanece resiliente, limitando os efeitos das investidas políticas de Trump e mantendo uma resistência ao seu ataques à ciência.
- A organização 314 Action informou que mais de setecentos candidatos buscaram apoio para eleições, citando a guerra contra a ciência como motivo para ingressar na política.
- Fora dos Estados Unidos, exemplos de ataques à ciência aparecem em outros países, como Brasil, Índia e Reino Unido, mostrando que governos populistas de direita tendem a impactar pesquisas e investimentos.
Donald Trump intensificou o que chama de guerra contra a ciência. Em 2025, ele pediu redução de financiamentos federais para pesquisa médica e científica em cerca de metade. O objetivo alegado era conter gastos e reorientar prioridades.
Apesar disso, o orçamento aprovado pelo Congresso em fevereiro trouxe um leve aumento no financiamento geral à ciência, segundo fontes da área. Yet, alvos específicos como o CDC tiveram cortes, sinalizando um viés político na seleção de áreas.
Além disso, o governo demitiu membros do conselho que supervisiona a National Science Foundation, aumentando a percepção de pressão política sobre pesquisas financiadas pelo Estado. A medida impacta a governança institucional.
Contexto internacional
A resistência à interferência política em ciência não é exclusiva dos EUA. Países como Brasil, Índia e Reino Unido enfrentam pressões de governos de direita que discutem ou reduzem investimentos em pesquisa ambiental, evolução e inovação.
Pesquisadores relatam que a relação histórica entre Estado e ciência — com financiamento público e autonomia técnica — está sob ataque. Muitos veem o risco de que a política econômica interfira no avanço científico.
Ao organizar protestos, apoiar a divulgação científica e disputar cargos, a comunidade acadêmica amplia sua participação pública. A mobilização busca manter a ciência independente e responder aos desafios da sociedade.
Entre na conversa da comunidade