- Thonis-Heracleion ficou submersa no Mediterrâneo por mais de mil anos e, hoje, arqueólogos subaquáticos recuperam tesouros preservados que ajudam a entender o comércio entre Egito e Grécia antiga.
- O desaparecimento ocorreu no século VIII, quando terremotos e tsunamis provocaram a liquefação do solo, afundando templos e estruturas portuárias sob camadas de sedimentos.
- Entre os itens encontrados estão estátuas de granito rosa, joias de ouro, estelas com decretos reais, barcos naufragados e cerâmica grega, revelando a importância do porto.
- A cidade era um ponto estratégico na foz do Nilo, controlando o tráfego marítimo e a cobrança de impostos sobre mercadorias como vinho, azeite e metais, com ligações a Alexandria.
- Técnicas modernas usadas na mapear: sonares de varredura lateral, magnetômetros e fotogrametria digital; cooperação entre o Ministério de Antiguidades do Egito, universidades europeias e a UNESCO.
Trabalhos de arqueologia subaquática revelaram detalhes inéditos sobre a cidade de Thonis-Heracleion, mergulhada no Mediterrâneo há cerca de 1.200 anos. Equipes destacam tesouros preservados que ajudam a entender o comércio entre o Egito antigo e a Grécia clássica.
Pesquisas indicam que terremotos e tsunamis provocaram a liquefação do solo na região portuária. A falha cediária levou ao afundamento de templos e estruturas nobres no século VIII, cobertos por sedimentos que protegeram artefatos da erosão.
A seguir, os itens mais relevantes encontrados nas ruínas submersas, que ajudam a reconstruir a história econômica e religiosa da cidade.
Artefatos preservados nas ruínas
Mergulhadores localizaram estátuas de granito de grande porte, perto dos antigos atuais portos comerciais. Também foram encontrados joias de ouro, moedas com gravuras e cerâmicas gregas. Barcos naufragados trazem cargas de cerâmica, enquanto cestos de frutas permaneceram preservados no lodo.
Tecnologias usadas no mapeamento
Equipamentos de varredura lateral e magnetometria identificam estruturas sob a camada arenosa. Fotogrametria digital cria modelos 3D dos templos, facilitando estudos sem mover peças pesadas do fundo. A cooperação entre o Egito e universidades europeias segue protocolos científicos internacionais.
Importância histórica e econômica
A posição na foz do Nilo permitia o controle do tráfego marítimo rumo ao interior e a Alexandria. Assim, navios gregos passavam pela alfândega local, contribuindo para a economia regional. A documentação envolve atividades comerciais, impostos, ritos religiosos e logística portuária.
Relações entre Egito e Grécia
Inscrições bilíngues entre egípcio e grego apontam para intercâmbio cultural intenso. A partir dessas evidências, estudiosos revisitam acordos comerciais e práticas diplomáticas da antiguidade. As descobertas ajudam a compreender como sociedades litorâneas enfrentaram desastres naturais e prosperaram.
Entre na conversa da comunidade