- O artista nigeriano John Amanam Sunday, junto com o irmão Ubokobong Amanam, criou próteses hiper-realistas para pessoas pretas, com leitura de sinais musculares por eletromiografia.
- A ideia surgiu após o acidente do irmão, que precisou amputar dedos e descobriu a ausência de próteses realistas para corpos africanos.
- O primeiro modelo investiu na estética — cor da pele, unhas naturais e rugas — e, ao agregar tecnologia, tornou-se funcional ao ler sinais musculares.
- Surgiu a Immortal Cosmetic Art, com encomendas de Ghana e Costa do Marfim; o valor fica em cerca de US$ 7.000,00.
- Os idealizadores buscam apoio de governos e ONGs para ampliar o acesso, já tendo fornecido próteses gratuitas a mais de dez clientes.
A prótese realista para pessoas negras ganhou vida na Nigéria, graças ao trabalho do artista John Amanam Sunday e de seu irmão Ubokobong Amanam. O projeto une estética e função, criando dispositivos que respeitam a cor de pele e a anatomia do usuário, com leitura de sinais musculares para controle dos movimentos.
A iniciativa nasce de uma experiência pessoal: Ubokobong precisou amputar dedos após um acidente com fogos de artifício, e percebeu a falta de opções que fossem ao mesmo tempo realistas e funcionais. O caso motivou a dupla a buscar soluções que atendessem também aos milhões de nigerianos que necessitam de próteses.
O primeiro modelo privilegiou aparência — pele correta, unhas naturais e rugas. Com o avanço tecnológico, a dupla incorporou eletromiografia para leitura de sinais, permitindo o controle motor da prótese. A leitura de sinais musculares tornou a prótese mais responsiva e utilizável no dia a dia.
A prótese ganhou o apelido Braço Biônico Ubokobong e deu origem à Immortal Cosmetic Art. Encomendas não só da Nigéria, mas também de Gana e Costa do Marfim começaram a chegar. O valor de venda fica em torno de US$ 7 mil, um custo ainda elevado para muitos pacientes na região.
Para ampliar o alcance, Sunday e Ubokobong buscam apoio de governos e ONGs. Até agora, já foram oferecidas próteses gratuitas a mais de 10 pessoas. A iniciativa destaca que as próteses têm a cor da pele negra, combinando estética e funcionalidade para maior inclusão.
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