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Barco de 320 toneladas voa baixo sobre o mar, superando balsas em velocidade

Barco hovercraft SR.N4 cruza o Canal da Mancha a mais de 130 km/h, flutuando acima da água com recorde de tempo e alto custo de operação

SR.N4 voando sobre o mar com as Falésias de Dover ao fundo
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  • O SR.N4 foi um hovercraft que atravessava o Canal da Mancha voando sobre o mar, levando centenas de passageiros e dezenas de carros a velocidades superiores a 130 km/h.
  • Foi desenvolvido pela British Hovercraft Corporation e lançado em 1968, movido por quatro turbinas a gás Rolls-Royce Proteus e sustentado por uma saia de borracha de até 3 metros.
  • O equipamento mantinha o conjunto about 2 metros acima da água, reduzindo o atrito e possibilitando velocidades muito acima das dos ferries tradicionais.
  • Nasceu em duas gerações: Mark I, com 40 metros de comprimento, 190 toneladas, 254 passageiros e 30 carros; e Mark III Super 4, com 56 metros, 320 toneladas, 418 passageiros e 60 carros. A cruzeiro ficava entre 111 e 120 km/h, chegando a 130 km/h.
  • Chamado de “Concorde dos Mares”, o SR.N4 ficou famoso pela travessia rápida, mas enfrentou críticas por barulho, conforto limitado em mares agitados e custos operacionais elevados; em 1995, o recorde de 22 minutos entre Dover e Boulogne ficou famoso, ainda não oficialmente superado entre embarcações de travessia comercial.

O SR.N4, um barco de 320 toneladas, atravessava o Canal da Mancha sobre a água, sem encostar o casco. Flutuando a cerca de 2 metros acima da superfície, movia-se com quatro turbinas a jato e uma saia de borracha — tudo para manter o colchão de ar.

Desenvolvido pela British Hovercraft Corporation e lançado em 1968, o navio utilizava turbinas Rolls-Royce Proteus para sustentar o voo. Ventiladores de sustentação e hélices de propulsão operavam em conjunto para deslocar passageiros, carros e carga.

Como o SR.N4 voava sobre o mar

A saia flexível de borracha, com até 3 metros de altura, criava o vácuo de ar que sustentava toda a embarcação. O princípio permitia velocidades superiores às dos barcos tradicionais, com trajetos mais rápidos entre portos vizinhos.

Evolução: do Mark I ao Mark III

O projeto passou por mudanças estruturais: o casco foi modificado para a versão Mark III, conhecida como Super 4. Comparando as gerações, o Mark I tinha 40 metros de comprimento e 190 toneladas, já o Mark III chegou a 56 metros e 320 toneladas, aumentando capacidade de passageiros e de carros.

Velocidade de cruzeiro variava entre 111 km/h e 120 km/h, com picos de 130 km/h em modelos avançados. Em termos de tempo de travessia, o SR.N4 reduzia o trajeto entre Dover e Boulogne para cerca de 35 minutos, bem abaixo dos ferries da época.

Recorde e legado

Em 14 de setembro de 1995, sob comando do capitão Nick Dunn, o SR.N4 Mark III Princess Anne atravessou o Canal da Mancha em 22 minutos. Em testes sem passageiros, chegou a completar em 15 minutos e 23 segundos, acima do limite legal de velocidade para a travessia.

O barco ficou conhecido como o “Concorde dos Mares” pela velocidade, mas também enfrentou críticas: alto ruído, menos conforto em mares agitados e custos operacionais superiores. Ainda assim, sua trajetória é tema de estudo na engenharia de hidroviação.

Preservação e curiosidade

Um exemplar da classe é mantido em espaço apropriado para visitação, atraindo entusiastas e estudiosos. Vídeos e documentários ajudam a entender a escala da inovação e o impacto histórico dessa travessia revolucionária.

Observação: fontes de referência incluem relatos históricos sobre o SR.N4 e registros de recordes de velocidade no Canal da Mancha.

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