- Pesquisadores do Instituto de Pesquisas dos Museus de Victoria analisaram um fóssil encontrado em 1907, em Victoria, na Austrália, revelando a equidna-gigante de Owen.
- A espécie Megalibgwilia owenii media até um metro de comprimento e pesava cerca de quinze quilos, bem maior que as equidnas modernas.
- A descoberta ajuda a esclarecer a fauna australiana da Era do Gelo, já que hoje existem apenas quatro espécies de equidnas, além do ornitorrinco.
- O crânio conservado tem o focinho com bico reto, característico para cavar solos duros e esmagar insetos, e a identificação foi confirmada por varreduras 3D com equidnas atuais.
- Os resultados foram publicados na revista Alcheringa: An Australasian Journal of Palaeontology.
Um fóssil encontrado em 1907, no estado de Victoria, Austrália, foi reestudado por pesquisadores do Instituto de Pesquisa dos Museus de Victoria. A análise revelou que o fragmento de crânio pertence a Megalibgwilia owenii, a equidna-gigante de Owen. A descoberta responde a lacunas históricas sobre a fauna local.
O estudo, realizado com varreduras 3D de equidnas modernas e fósseis de museus, confirmou a classificação da espécie. O fóssil apresenta um focinho longo e reto, adaptado para cavar solos duros e esmagar insetos, característica marcante do grupo.
A equidna-gigante era grande para os padrões da época. Estimada em até 1 metro de comprimento e 15 quilos, era bem maior que as equidnas atuais, que costumam ter entre 30 a 45 centímetros e até 7 quilos.
Entre as quatro espécies de equidnas existentes hoje, mais o ornitorrinco, os monotremados formam a dupla função de mamíferos que põem ovos. A notícia sobre o achado foi publicada na revista científica Alcheringa: An Australasian Journal of Palaeontology.
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