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Maior conferência de tubarões do mundo começa no Sri Lanka na próxima semana

Colombo sedia, de quatro a oito de maio, a Sharks International 2026, maior conferência global sobre tubarões e arraias, com foco em conservação e inclusão regional

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  • A conferência Sharks International 2026 será realizada em Colombo, Sri Lanka, de 4 a 8 de maio, reunindo cientistas, gestores de pesca e profissionais de conservação.
  • É a primeira edição na Ásia e ocorre a cada quatro anos, buscando ampliar a colaboração global sobre tubarões e raias, com foco em conservação e governança marinha.
  • O evento é organizado localmente pela Blue Resources Trust, com apoio de organizações internacionais, para enfrentar a ameaça de extinção de mais de um terço das espécies de tubarões e raias.
  • A reunião destaca a importância do Oceano Índico para a biodiversidade e a exploração pesqueira, e visa tornar a conservação mais inclusiva por meio de subsídios de registro, bolsas de viagem e facilitação de vistos.
  • Em Sri Lanka, a conservação enfrenta desafios devido à dependência pesqueira e ao baixo número de espécies protegidas (cinco de cento e cinco), com risco contínuo para várias espécies de tubarões e raias.

Sharks International 2026, a maior conferência global dedicada a tubarões e raias, começa em Colombo, Sri Lanka, de 4 a 8 de maio. O evento reúne pesquisadores, gestores de pesca e profissionais de conservação. A edição marca a primeira vez na Ásia, sediada pela Blue Resources Trust (BRT).

Organizada localmente pela BRT, com apoio de organizações internacionais, a conferência busca ampliar a colaboração global diante de um cenário em que mais de um terço das espécies de tubarões e raias está ameaçado de extinção por pesca excessiva, perda de habitat e aplicação fraca de medidas de conservação.

Daniel Fernando, cofundador e diretor do programa de pesca e políticas da BRT, é um dos principais organizadores. Segundo ele, o encontro enfatizará prioridades globais para a conservação de elasmobrânquios, como estabilizar populações, reduzir capturas acidentais e ampliar áreas marinhas protegidas.

Participação regional e objetivos

A programação deverá reunir biólogos marinhos, ecologistas de tubarões, representantes de organizações de conservação e reguladores governamentais, além de estudantes e cientistas em início de carreira. Espera-se forte participação do Sul e Sudeste Asiático e do entorno do Oceano Índico.

Fernando destaca que dados de países em desenvolvimento existem, mas a presença de cientistas do Global South em grandes conferências tem sido limitada devido a vistos e barreiras financeiras. A conferência pretende tornar a conservação mais inclusiva com subsídios de inscrição, várias bolsas de viagem e facilidade de vistos.

Sri Lanka é considerado hoje um polo científico regional para pesquisas sobre elasmobrânquios. O país tem grande dependência pesqueira e enfrenta demanda mundial por produtos de tubarões e raias, o que eleva os riscos de exploração excessiva e de impactos na biodiversidade.

Contexto local e regional

O arquipélago abriga cerca de 105 espécies de tubarões e raias, mas avaliações da IUCN indicam que aproximadamente um terço está ameaçado de extinção. Pesquisas já indicaram a extinção local de quellhões de raias husky e desafios semelhantes em outras famílias.

Medidas regulatórias no país ainda são incipientes, com avanços como sistemas de monitoramento de embarcações, mas regulações específicas para tubarões e raias continuam limitadas. Em Sri Lanka, apenas cinco espécies recebem proteção jurídica, mesmo com mais de 70 enfrentando riscos.

A conferência ocorre em um momento em que a comunidade internacional busca tornar a ciência mais aplicável à proteção marinha, conectando pesquisa, políticas públicas e fiscalização efetiva da pesca.

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