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Peixes amazônicos saem da lista de ameaçados; outros animais entram na lista

Peixes amazônicos deixam a lista de ameaça, enquanto outras espécies entram; atualização estabelece normas e prazo de 180 dias

Cascudo-onça — Foto: Thomas Siems via Wikimedia Commons
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  • Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima divulgou atualização da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para peixes e invertebrados aquáticos, substituindo a lista de 2014 (atualizada em 2022).
  • A lista classifica espécies como Vulnerável, Em Perigo e Crítico em Perigo e mostra equilíbrio: cem espécies foram retiradas e cem foram adicionadas.
  • Entre os peixes que não são mais considerados ameaçados estão acari-vampiro, acari-da-pedra, cascudo-onça e joaninha-da-pedra, ornamentais das bacias dos rios Xingu e Tapajós.
  • Mauro Pires, presidente do ICMBio, comenta que a retirada demonstra que conservação funciona, reforçando a atuação da agência com planos de ação nacionais para espécies ameaçadas.
  • As normas previstas pela catalogação proíbem captura, transporte, armazenamento e comercialização de espécies ameaçadas, com exceções para pesquisa científica e planos de recuperação ativos; 180 dias para implementação das novas regras.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) atualizou a Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção para Peixes e Invertebrados Aquáticos. A nova catalogação substitui a versão de 2014, com atualização mais recente feita em 2022. A atualização busca identificar espécies em risco e orientar medidas de proteção.

A lista inclui espécies continentais e marinhas classificadas como Vulnerável (VU), Em Perigo (EN) ou Críticamente Em Perigo (CR). Segundo o MMA, houve equilíbrio na seleção: 100 espécies retiradas e 100 adicionadas. As mudanças refletem avanços na cadeia de conservação e monitoramento.

Entre os peixes que deixam o status de ameaça estão espécies ornamentais das bacias do Xingu e Tapajós. Destaque para o acari-vampiroScobinancistrus aureatus, o acari-da-pedraScobinancistrus pariolispos, o cascudo-onçaLeporacanthicus joselimai e a joaninha-da-pedraTeleocichla prionogenys, mencionados pelo MMA como exemplos de recuperação.

A avaliação é conduzida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Mauro Pires, presidente do ICMBio, afirma que a retirada de parte das espécies mostra resultados da conservação com continuidade científica e cooperação entre instituições.

O MMA detalha que a nova lista prevê normas para as espécies citadas. De forma geral, permanece proibida a captura, transporte, armazenamento e comercialização de espécies ameaçadas. Há exceções para pesquisa científica e para espécies com Planos de Recuperação ativos, com uso controlado.

O prazo para que as novas regras entrem plenamente em vigor é de 180 dias. A adoção dessas normas busca ampliar a proteção, a recuperação e o ordenamento do uso da fauna aquática brasileira, reduzindo pressões sobre o ecossistema.

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