- Três equipes internacionais confirmaram a existência de uma cavidade interna, chamada Big Void, dentro da Grande Pirâmide de Gizé, revelada por meio de raios cósmicos e publicada pela revista Nature.
- O espaço tem seção transversal semelhante à Grande Galeria, cerca de oito metros de altura por dois metros de largura, localizado aproximadamente vinte metros acima da base e com pelo menos quarenta metros de comprimento (a estimativa variou de trinta para quarenta metros).
- A descoberta ocorreu sem perfurar a pirâmide, usando radiografia de múons — partículas produzidas por raios cósmicos — com detectores instalados dentro e fora da estrutura.
- Os detectores usados incluem filmes de emulsão nuclear na Câmara da Rainha, hodoscópios cintiladores na mesma área e telescópios detectores de gás na face norte externa da pirâmide.
- O projeto ScanPyramids continuará com novas varreduras nos próximos meses, buscando mapear o Big Void com maior precisão e sem intervenções físicas.
A descoberta foi anunciada por três equipes internacionais de físicos, que confirmaram a existência de um espaço vazio dentro da Grande Pirâmide de Gizé, selado desde o reinado do faraó Khufu. A evidência vem de raios cósmicos e foi publicada na revista Nature.
Usando a técnica de radiografia de múons, pesquisadores mediram a passagem de partículas vindas do espaço por rochas densas. Detectores instalados dentro e fora da pirâmide registraram áreas com menor densidade, apontando para um vazio estrutural.
O estudo, liderado pela Universidade do Cairo e pelo Instituto HIP da França, mostrou que o vazio tem pelo menos 30 metros de comprimento, acima da Grande Galeria, estendendo-se por além de 40 metros segundo reavaliações posteriores.
Big Void: formato e dimensões
O espaço identificado, apelidado de Big Void, apresenta seção transversal próxima à da Grande Galeria, com cerca de 8 metros de altura por 2 metros de largura. Localizado cerca de 20 metros acima da base, ele se estende ao longo de pelo menos 40 metros.
A estimativa inicial de 30 metros foi ajustada para 40 metros em novas varreduras, sugerindo um espaço contínuo em vez de aglomeração de fendas. Três equipes independentes confirmaram a cavidade, conforme publicação na Nature.
Como a técnica funcionou
Três tipos de detectores garantiram a precisão: filmes de emulsão nuclear na Câmara da Rainha, hodoscópios cintiladores e telescópios detectores de gás instalados na face externa norte. A abordagem não envolve perfuração nem intervenção física na estrutura.
A radiografia de múons funciona como um raio-X cósmico, mapeando áreas oca por onde as partículas passam com menos impedimento. Os dados obtidos permitiram traçar o formato do vazio sem abrir a pirâmide.
O que pode significar esse espaço
Intérpretes como a arquiteta Kate Spence sugerem que o Big Void pode ter função construtiva, como uma rampa para içar blocos de granito na Câmara do Rei. Outra hipótese, apresentada pela egiptóloga Salima Ikram, é a existência de uma câmara funerária oculta ligada a Khufu.
Especialistas ressaltam que, até o momento, não há consenso sobre a função do vazio. A certeza reside na confirmação de um espaço contínuo, cuja finalidade permanece em análise.
Próximos passos da pesquisa
O projeto ScanPyramids deve seguir com novas varreduras nos próximos meses. Equipamentos mais sensíveis podem mapear com ainda mais precisão o interior do Big Void, sem qualquer intervenção na pirâmide.
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