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Cidade litorânea de SP terá plano emergencial para conter força das ondas

Justiça exige plano emergencial para conter erosão nas praias dos Milionários e do Gonzaguinha, com monitoramento contínuo e medidas de contenção diante de recuo costeiro.

Vista das praias dos Milionários e do Gonzaguinha, à esquerda; São Vicente terá de conter erosão costeira.
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  • Justiça determinou que a prefeitura de São Vicente apresente um plano emergencial para conter a erosão nas praias dos Milionários e do Gonzaguinha, visando enfrentar as ressacas.
  • Estudo do Serviço Geológico do Brasil aponta recuo da linha de costa de até 1,85 metro por ano na Praia dos Milionários e afeta quase metade da Praia do Gonzaguinha (49,77%).
  • Entre 2023 e 2026 houve ressacas com ondas superiores a três metros e marés de sizígia, que provocaram alagamentos de vias públicas.
  • A prefeitura afirma que atua há três anos no monitoramento da dinâmica costeira, levantamento de alternativas de contenção e avaliação de soluções de engenharia, buscando medidas seguras e sustentáveis.
  • Fatores como fechamento da Ilha Porchat, proximidade com o Porto de Santos e o fluxo de sedimentos contribuem para a erosão; recomenda-se planejamento urbano com base em dados científicos e sinalização de risco durante ressacas.

A Justiça determinou que a Prefeitura de São Vicente, na Baixada Santista, elabore um plano emergencial para conter a erosão nas praias dos Milionários e do Gonzaguinha. As medidas visam barrar o avanço do processo erosivo envolvendo as faixas de areia desses pontos turísticos.

Segundo estudo do Serviço Geológico do Brasil (SGB-CPRM) entre 2022 e 2024, houve recuo significativo da linha de costa nessas áreas, com maior intensidade em períodos de ressaca. A prefeitura afirma atuar há três anos no enfrentamento do problema, com base em dados técnicos.

O município informou que, mesmo com a suspensão parcial de uma liminar anterior, permanece a necessidade de planejamento para ressacas. O objetivo é monitorar a dinâmica costeira, avaliar soluções de engenharia e evitar impactos ambientais com ações precipitadas.

Panorama técnico

O estudo aponta recuo de até 1,85 metro por ano em trechos da Praia dos Milionários, afetando quase metade da Praia do Gonzaguinha (49,77%). Entre 2023 e 2026, ocorreram ressacas com ondas acima de 3 metros e marés de sizígia, gerando alagamentos em vias públicas.

A prefeitura diz que já utiliza monitoramento da dinâmica costeira, levantando alternativas de contenção e avaliando soluções de engenharia para proteção da faixa de areia e de infraestrutura urbana. Ações sem lastro técnico poderiam gerar impactos e riscos legais.

Causas e contexto

O SGB aponta fatores como crescimento urbano irregular e fechamento da Ilha Porchat, que alterou a hidrodinâmica local. A mudança de corrente influencia o transporte de sedimentos e a resposta ambiental ao longo da costa, afetando o equilíbrio entre erosão e progradação.

Especialistas destacam que o fechamento do tômbolo interrompeu o fluxo de sedimentos entre Itararé e Milionários, ampliando déficit sedimentar até o Gonzaguinha. Fenômenos como El Niño e La Niña também influenciam a intensidade das ressacas.

Recomendações

O pesquisador Marcelo Jorge sugere planos diretores embasados em dados científicos e parcerias com universidades para embasar o planejamento urbano diante do litoral. Ele ressalta que não existe solução única e que é necessário considerar viabilidade financeira e impactos ambientais.

Para mitigar impactos, recomenda-se adoção de obras de contenção e sinalização de risco durante ressacas. O objetivo é proteger a faixa de areia e a infraestrutura, sem comprometer o equilíbrio ecológico da região.

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