Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Estudo investiga por que ficamos irritados ao sentir fome

Estudo na Lancet mostra que irritabilidade ligada à fome depende da percepção de estar com fome, não apenas da glicose, abrindo caminho para regulação do humor

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • Um estudo publicado na Lancet eBioMedicine sugere que o “hangry” depende da percepção de fome, não apenas da queda de glicose.
  • A pesquisa mostra que a glicose influencia as emoções indiretamente, com o sentimento de fome atuando como mediador. Sem perceber que está com fome, a queda de glicose tem pouco impacto no humor.
  • A interocepção, a capacidade de o cérebro sentir sinais do corpo, está associada a menos oscilações emocionais em quem tem maior precisão nesse sensing.
  • Pessoas com IMC mais alto tendem a ter menor precisão interoceptiva, o que pode dificultar identificar fome; fatores hormonais também influenciam o humor durante o ciclo.
  • Para evitar irritabilidade, recomenda-se manter a glicemia estável: combinar carboidratos com proteína/fibra/gordura de qualidade, reconhecer sinais difusos de fome e usar diário alimentar com atenção plena durante as refeições.

Ao que tudo indica, a irritação associada a estar com o estômago vazio tem explicação biológica, mas é mais complexa do que apenas queda de glicose. Estudo publicado na Lancet eBioMedicine aponta que a percepção de fome é o principal mediador do humor.

A pesquisa observacional analisou adultos saudáveis para entender se o humor é influenciado pela glicose ou pela percepção de fome. Os resultados indicam que a glicose afeta as emoções de forma indireta, via sensação de fome.

Com base nos dados, a consciência de estar com fome tem papel central. Quando não identificamos esse estado, a queda de glicose tende a não alterar tanto o humor. A explicação envolve interocepção, ou seja, sinais internos do corpo.

Consciência corporal

A interocepção emerge como conceito-chave da saúde mental. Pessoas com maior sensibilidade a sinais internos apresentam menor oscilação emocional, sugerindo controle emocional associado à percepção corporal.

Essa leitura do corpo pode evitar atribuições erradas de mal-estar a fatores externos, reduzindo conflitos e angústias desnecessárias. O estudo reforça que fome é experiência cerebral integrada a vários sinais.

Especialistas destacam que a fome não é apenas um número na glicemia. Ela envolve percepção, contextos fisiológicos e sinais neurais combinados, o que influencia o humor de forma concreta.

Quem tem maior precisão interoceptiva tende a reagir com mais equilíbrio emocional, segundo a pesquisa, que ainda requer confirmação em grupos maiores e em pacientes com obesidade ou transtornos alimentares.

A obesidade, por exemplo, pode reduzir a capacidade de perceber fome com clareza, dificultando a regulação emocional. O excesso de gordura visceral também interfere nos circuitos de saciedade.

Controle sua fome

Para evitar irritação associada à fome, o estudo recomenda manter a glicemia estável. Entre as estratégias destacadas estão combinar carboidratos com proteína, fibra e gorduras boas para evitar picos de açúcar.

Proteínas têm grande poder de saciedade e ajudam a evitar episódios de fome repentina. Em rotinas intensas, shakes proteicos podem ser úteis para manter a energia.

Sinais de fome nem sempre vêm do estômago. Cansaço, dificuldade de concentração e irritação sem causa podem indicar queda de energia, permitindo intervenção antes do ronco do estômago.

A prática de manter diários alimentares e adotar atenção plena durante as refeições também auxilia o corpo a interpretar melhor os sinais metabólicos, fortalecendo a regulação emocional.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais