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OMS aprova primeiro tratamento de malária para recém-nascidos

OMS pré-qualifica primeiro tratamento de malária para recém-nascidos (dois a cinco quilos), abrindo compras públicas e preenchendo lacuna de tratamento

Bebê — Foto: Sylo Mkaleh via Pexels
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  • A Organização Mundial da Saúde pré-qualificou o primeiro tratamento de malária para recém-nascidos e bebês de dois a cinco quilos, combinando arteméter e lumefantrina, para uso pelo setor público.
  • O objetivo é reduzir erros de dosagem e efeitos colaterais, já que hoje bebês recebem formulações para crianças maiores.
  • A pré-qualificação facilita compras públicas e pode atender cerca de 30 milhões de bebês que nascem anualmente em áreas endêmicas da África.
  • A OMS também pré-qualificou três novos testes rápidos de diagnóstico baseados na proteína pf-LDH, diante da perda do gene que produz HRP2 no parasita.
  • Em 2024 foram estimados 282 milhões de casos e 610 mil mortes por malária; no Brasil, vacinas atuais não estão disponíveis porque atuam contra plasmodium falciparum, enquanto a maioria dos casos brasileiros é de plasmodium vivax.

A Organização Mundial da Saúde aprovou o primeiro tratamento para recém-nascidos com malária. O medicamento combina arteméter e lumefantrina e é indicado para bebês entre 2 e 5 kg. A pré-qualificação atesta qualidade, segurança e eficácia.

A novidade foi anunciada em clima de Dia Internacional da Malária, celebrado em 25 de abril. A designação facilita compras públicas e busca reduzir a lacuna de tratamento para cerca de 30 milhões de bebês nascidos anualmente em áreas endêmicas da África.

Essa opção terapêutica contrastará com a prática atual, que usa formulações para crianças mais velhas. A mudança visa reduzir erros de dosagem, efeitos colaterais e toxicidade entre os pacientes mais jovens.

Novos diagnósticos rápidos

A OMS também pré-qualificou três novos testes rápidos de diagnóstico. Eles detectam a proteína pf-LDH, associada a o parasita *P. falciparum*. Testes anteriores visavam a HRP2, cuja eficácia diminuiu com a perda do gene correspondente no parasita.

O relatório global aponta 282 milhões de casos e 610 mil mortes por malária em 2024, números que indicam aumento frente ao ano anterior. A doença continua com alta carga em regiões endêmicas, especialmente na África.

Pesquisas recentes indicam que a malária pode afetar a cognição de crianças até uma década após a infecção, destacando os impactos de longo prazo da doença. Estudos em andamento avaliam estratégias de intervenção precoce.

Vacinas e cenário no Brasil

As duas vacinas contra malária são relativamente novas, com a primeira aprovada pela OMS em 2021. Camarões foi o primeiro país a iniciar campanha de vacinação para bebês, em 2024.

No Brasil, a transmissão ocorre principalmente pela espécie *Plasmodium vivax*, diferente do foco mais comum de *P. falciparum* em outros países africanos. Logo, as vacinas em uso não cobrem plenamente o cenário brasileiro.

A malária é transmitida pelo mosquito do gênero Anopheles e permanece endêmica na Amazônia. Atualmente, não há disponibilização de vacinas contra a doença no território brasileiro.

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