- O “cérebro congelado” é a sensação causada pela ganglioneuralgia esfenopalatina, um reflexo biológico ao contato de algo muito frio com o céu da boca.
- O frio provoca rápida mudança de temperatura na região posterior do palato, levando a vasoconstrição inicial e posterior vasodilatação das artérias próximas, o que pode aumentar o fluxo sanguíneo cerebral.
- A dor aparece na testa ou atrás dos olhos por meio do nervo trigêmeo, que transmite sensações da face; ocorre dor referida, ou seja, sensação percebida em local diferente do estímulo.
- Pesquisas mostram que a ingestão rápida de líquidos frios pode ampliar temporariamente o diâmetro da artéria cerebral anterior, com a dor diminuindo quando o vasogângulo se normaliza.
- Para aliviar: interromper o frio, aquecer o palato com a língua, cobrir boca e nariz para respirar ar morno, tomar água em temperatura ambiente e reduzir o consumo de itens gelados.
O que acontece quando se ingere algo gelado e surge uma dor na testa? O fenômeno é conhecido popularmente como cérebro congelado e, tecnicamente, ganglioneuralgia esfenopalatina. Trata-se de uma resposta do corpo ao frio extremo na boca.
Ao tocar o palato, especialmente a região posterior, o frio provoca calor rápido que flui do tecido da boca para o frio externo. Vasos sanguíneos se contraem e depois se dilatam na tentativa de manter a temperatura. Essa oscilação envolve artérias cerebrais.
A hipótese mais aceita é que a vasodilatação abrupta altera a pressão no crânio, ativando receptores de dor. O nervo trigêmeo, responsável pela face, transmite essa dor ao cérebro, gerando a sensação na testa.
Estudos recentes mostram que o cérebro reage como se fosse um alarme térmico. O fluxo sanguíneo na artéria cerebral anterior aumenta durante a dor e retorna ao normal conforme o desconforto passa.
A dor costuma ser de curta duração, variando de segundos a minutos. Ela ocorre por dor referida: o sinal vindo do palato é interpretado pela região frontal do cérebro, ligada ao trigêmeo.
Pesquisas com voluntários indicam que bebidas muito frias podem causar esse efeito temporário. A resposta envolve mudanças rápidas no diâmetro das artérias do cérebro.
Quem tem histórico de enxaqueca pode relatar cérebro congelado com mais intensidade. Apesar disso, o fenômeno é considerado benigno e sem dano estrutural ao cérebro.
Como aliviar o desconforto, na prática, é simples: interromper o estímulo frio é o passo mais eficiente. Em seguida, aquecer o palato ajuda a interromper a resposta vascular.
Outras opções comuns incluem pressionar a língua contra o céu da boca, cobrir boca e nariz com as mãos para respirar ar morno e beber água em temperatura ambiente. Evitar grandes goles de uma só vez também ajuda.
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