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Questão climática envolve todos os ramos do Judiciário, afirma ministro do TST

Ministro do TST afirma que a questão climática envolve todos os ramos do Judiciário, em congresso sobre Justiça do Trabalho, sustentabilidade e IA

22º Congresso Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho debateu diversos temas
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  • O 22º Congresso Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho, em Brasília, discutiu mudanças climáticas entre os temas em pauta, até sábado, dia 2.
  • O ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Alberto Balazeiro, afirmou que a questão climática hoje atravessa todos os ramos do Poder Judiciário.
  • O ministro Cláudio Brandão ressaltou que as mudanças climáticas podem provocar perda de empregos e impactos à saúde.
  • O evento, promovido pela Anamatra, teve como eixo central sustentabilidade, inteligência artificial e trabalho protegido.
  • O conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, Guilherme Feliciano, disse que tribunais devem se preparar para eventos climáticos extremos e que, até 2030, o incremento pode superar o acordo de Paris.

O 22º Congresso Nacional das Magistradas e dos Magistrados da Justiça do Trabalho chegou a Brasília e segue até este sábado, 2 de maio. O evento aborda temas centrais da Justiça do Trabalho, entre eles a relação entre mudanças climáticas e o mundo do trabalho, com debates sobre qualificação da Justiça para enfrentar esses desafios.

Entre os participantes, o ministro do TST Alberto Balazeiro destacou que a questão climática atravessa todos os ramos do Poder Judiciário. Também participou o ministro Cláudio Brandão, que alertou sobre possíveis impactos ambientais na geração de empregos e na saúde coletiva. A fala dos dois integrou a programação do congresso.

Realizado pela Anamatra, o encontro teve o tema Justiça do Trabalho independente para um mundo em transição: sustentabilidade, inteligência artificial e trabalho protegido. O presidente da Anamatra, Valter Pugliese, resumiu que a sustentabilidade envolve não apenas a atividade jurisdicional, mas toda a sociedade. Guilherme Feliciano, conselheiro do CNJ, sinalizou a necessidade de preparação dos tribunais para eventos climáticos extremos, citando projeções de aumento da temperatura até 2030.

Ao todo, o 22º Conamat apresentou 62 propostas de teses apresentadas por associadas, associados e representantes da sociedade civil, com foco em pejotização, uso de inteligência artificial no trabalho do juiz e medidas de sustentabilidade. O encontro reuniu magistrados de todo o país para debater caminhos da Justiça do Trabalho em um contexto de transição climática e tecnológica.

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