- Sir David Attenborough teve a fossilização da curiosidade pela paleontologia na infância, em Leicestershire, onde encontrou fósseis em rochas locais, como um ammonite que encontrou nos anos 1930.
- A descoberta do ammonite, com espiral semelhante a uma concha, foi considerada um momento-chave da vida dele e alimentou o interesse que acompanhou toda a carreira.
- A família e a casa dele ficam hoje no campus da Universidade de Leicester; cartas do pai, Frederick Attenborough, indicam o interesse do garoto pela geologia e a valorização de aprender por conta própria.
- Tilton Railway Cutting, local no leste de Leicestershire, é conhecido pela abundância de fósseis, incluindo Tiltoniceras; o site é hoje uma Área de Interesse Científico Especial, proibindo a retirada de fósseis das rochas.
- Em Charnwood Forest, em 1957, um fóssil batizado de Charnia masoni causou sensação entre geólogos, desafiando o consenso sobre a origem da vida, algo que o próprio Attenborough relembra com humor e reflexão sobre sua juventude.
Sir David Attenborough teve fósseis como fio condutor da infância. A BBC traça os passos de seus primeiros encontros com o mundo natural, em Leicester, Inglaterra. O episódio inicial ocorreu no final dos anos 1930, quando ele pedalou até uma face de rocha exposta no campo inglês e quebrou um fragmento com o martelo.
No que viria a moldar sua vida, surgiu um fóssil de amonite, uma criatura marinha com concha em espiral, do tamanho da palma da mão. A peça brilhou como se tivesse acabado de ser polida, quase 200 milhões de anos desde a última vez que foi vista. A descoberta marcou o início de uma longa paixão.
Ao longo da juventude, Attenborough reuniu uma coleção de fósseis perto de sua casa, hoje entre a universidade de Leicester. O acervo, descrito por ele como um museu pessoal, incluía minerais, insetos e outros tesouros, recebidos de visitantes ilustres. A curiosidade pelo assunto o acompanharia por toda a vida.
Mudança de tema: o percurso de um jovem explorador
Sir David cresceu em Leicester, onde a família ficou marcada pela presença no campus universitário. Um centro cultural de sua edição foi criado ao redor da casa onde viveu, ligado ao irmão Richard Attenborough, conhecido por cinema. A obra do pai, Frederick, também ecoa no local, com cartas que apontam o fascínio de um jovem pela geologia.
O pai, apesar de não ser especialista em rochas, incentivou a busca autônoma por conhecimento, abrindo portas para museus e bibliotecas. As cartas remetem a uma coleção cuidadosamente etiquetada e ao desejo de seguir as ciências da terra, traços que moldaram o futuro do apresentador.
Em 2002, ele descreveu seu acervo em uma autobiografia, chamando-o de museu. Entre ossos de animais, borboletas e moedas, o conjunto destacava a paixão por objetos de eras passadas. Uma visitante ilustre trouxe novos itens, ampliando o escopo do acervo.
Tilton Railway Cutting e outras descobertas
Ao explorar os arredores, Attenborough rememorou percursos de bicicleta até o Distrito de Lake District, além de visitas a Tilton on the Hill, hoje região de importância paleontológica. O Tilton Railway Cutting, lugar onde se descobriu Tiltoniceras, tornou-se referência para a vida do jovem.
O local, hoje protegido como Site of Special Scientific Interest, guarda fósseis de ammonites, bivalves e outros vestígios. O jovem explorador descreveu aquele cenário como centro de tesouros paleontológicos, acessível apenas em pedaços de rocha já soltos.
Um episódio marcante ocorreu quando, ainda adolescente, o menino Roger Mason encontrou Charnia masoni em 1957, uma descoberta que desafiou conhecimentos da época sobre a origem da vida. O achado levou a reconhecer que formas de vida pré-Cambrianas poderiam existir.
Legado e curiosidades da pesquisa
Ao longo da vida, Attenborough manteve o hobby de coletar fósseis, mesmo durante projetos de cinema e ciência. Em 2011 ele fez relatos sobre golpes envolvendo fósseis, revelando a ousadia de peculiaridades do mercado de antiguidades paleontológicas.
Hoje, o local onde vivia permanece marcado por sinais do passado. O restauro da memória geológica de Leicester revela como pequenos episódios da juventude podem abrir portas para aventuras globais na divulgação da natureza.
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