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Dormir demais faz mal? Dr. Kalil fala sobre tempo ideal de sono

Especialistas dizem que dormir pouco ou demais eleva risco cardiovascular; compensar no fim de semana pode reduzir placa nas artérias, conforme estudo ELSA Brasil

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  • A quantidade ideal de sono varia, mas especialistas recomendam, em média, pelo menos sete horas por noite; seis horas ainda é razoável, porém abaixo disso aumenta o risco à saúde.
  • Dormir demais também pode ser um sinal de alerta e está associado a maior risco cardiovascular; o excesso pode gerar inércia e cansaço ao acordar.
  • Dormir demais pode indicar doenças subjacentes, como depressão, ansiedade ou apneia do sono; extremos de sono estão ligados a maiores riscos para o coração.
  • Acordar cansado mesmo com sono profundo não é normal e pode exigir avaliação da rotina de sono, incluindo possibilidade de apneia noturna.
  • Em estudo do projeto ELSA Brasil, pessoas que dormiam pouco durante a semana e compensavam no fim de semana apresentaram menor incidência de placa de gordura nas artérias ao longo de cinco anos.

A discussão sobre tempo de sono realizado pelo Dr. Roberto Kalil e especialistas em medicina do sono ocorreu no CNN Sinais Vitais, neste sábado. O debate abordou riscos de dormir pouco e demais, além de ciclos do sono e a prática de compensar horas perdidas nos fins de semana. O objetivo é esclarecer qual é o tempo ideal para manter a saúde.

Especialistas destacaram que a média segura é de pelo menos sete horas por noite, variando conforme a pessoa. Dormir aproximadamente seis horas é considerado razoável, mas reduzir ainda mais aumenta significativamente os riscos à saúde. O tema foi debatido com foco em evidências médicas.

O pneumologista Geraldo Lorenzi-Filho, do InCor, ressaltou que pouco sono eleva o risco de doenças cardiovasculares, hipertensão e obesidade. O excesso de sono, por sua vez, também aparece como alerta relevante para a saúde.

Segundo o médico, dormir demais funciona como exceder o ponto de alimentação: o organismo passa de três a cinco ciclos de sono e isso pode gerar sonolência ao acordar. A ideia é evitar extremos que comprometam o funcionamento diário.

O cardiologista Luciano Drager, da Unidade de Hipertensão do InCor, acrescentou que sono excessivo pode sinalizar doenças subjacentes. Transtornos como depressão, ansiedade e apneia do sono foram citados como possíveis causas, aumentando o risco cardiovascular.

Quando alguém acorda cansado mesmo após longos períodos de sono, o quadro costuma indicar que algo não está certo. A observação é de que é essencial investigar a rotina e identificar condições como apneia, que fragmenta o descanso sem percepção.

Compensar o sono no fim de semana?

A prática de recuperar horas dormidas no fim de semana foi discutida com base em dados do estudo ELSA Brasil. A pesquisa acompanhou mais de mil indivíduos, com avaliação de tomografias de coronárias ao longo de cinco anos.

O estudo mediu a duração do sono com relógio e verificou mudanças no acúmulo de placa nas artérias. O resultado mostrou menor incidência de placas entre participantes que alongaram o sono durante o fim de semana.

Conclui-se que a compensação semanal pode reduzir alguns indicadores de saúde cardiovascular. No entanto, especialistas ressaltam que não substitui sono regular de qualidade ao longo da semana.

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