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Estudo revela recuperação rápida de florestas tropicais desmatadas

Estudo em reservas equatorianas indica que florestas tropicais se regeneram em apenas três décadas sem intervenção humana, e animais retornam quando há áreas preservadas próximas

Reserva florestal Canandé, no Equador; novo estudo demonstra resiliência da biodiversidade de florestas tropicais
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  • Estudo realizado em duas reservas naturais no Equador mostra que florestas tropicais desmatadas podem se recuperar em poucas décadas sem intervenção humana direta.
  • A maioria dos animais retorna em até três décadas, com diversidade próximo ao de ecossistemas intactos.
  • Menos árvores, mais rápido o retorno da fauna, contrariando a ideia de que a recuperação depende apenas da restauração vegetal.
  • Participação de comunidades locais foi crucial, atuando como guias, pesquisadores e protetores da reserva.
  • Pesquisa, conduzida por dezenas de especialistas, foi publicada na revista Nature e destaca a resiliência de ecossistemas tropicais.

O estudo mostra que florestas tropicais desmatadas podem se recuperar rapidamente sem intervenção humana direta. Em duas reservas naturais no Equador, ecossistemas reconstituídos em décadas, não séculos, com retorno significativo de fauna.

A pesquisa, liderada por Timo Metz, pós-doutorando na UCLA, reuniu dezenas de especialistas e foi publicada na revista Nature. Os cientistas acompanharam a recuperação em Canandé, uma reserva equatoriana, ao longo de várias décadas.

Segundo a equipe, a maioria dos animais retorna em cerca de 30 anos, com diversidade próxima à de ecossistemas intactos. A recuperação das árvores, porém, pode levar mais tempo, ainda que menos que séculos.

Para os pesquisadores, a presença de áreas preservadas nas proximidades facilita o recolonamento de espécies. A participação de comunidades locais foi essencial para guiar pesquisas, proteger áreas e permitir experimentos em terras vizinhas.

Participação e métodos

Conservacionistas locais, chamados de parabiologistas e guardas florestais, contribuíram com conhecimento tradicional e apoio logístico. Agricultores permitiram que experimentos ocorressem em suas propriedades, fortalecendo a coleta de dados.

O estudo também aponta exceções. Cerca de 30% das bactérias do solo não retornam após o desmate, e alguns animais com nichos específicos ainda não reapareceram. Ainda assim, o conjunto de análises sugere capacidade de recuperação considerável.

Pesquisadores destacam que uma única árvore remanescente pode ampliar a atração de fauna e favorecer o crescimento de plantas. Essa resiliência evidencia o papel de remanescentes na recuperação de ecossistemas desmatados.

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