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90% das brasileiras relatam esgotamento mental na maternidade

Pesquisa aponta que noventa por cento das mães enfrentam esgotamento mental, destacando sobrecarga, culpa e necessidade de suporte

Confira a pesquisa sobre cansaço materno
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  • O Dia das Mães, celebrado em 10 de maio, convoca a atenção para um dado chocante: 90% das mães brasileiras apresentam algum nível de esgotamento mental.
  • A pesquisa de 2024 ouviu cerca de 2 mil mulheres e identificou 44% com sinais moderados, 33% com sinais leves e 9% em estágio grave de burnout parental.
  • A depressão pós-parto atinge entre 20% e 25% das brasileiras, segundo a Fiocruz.
  • Fatores que agravam a sobrecarga incluem falta de rede de apoio, dupla jornada e invisibilidade do trabalho de cuidar.
  • Pesquisas destacam que cuidar da saúde mental da mãe é essencial para o bem-estar da família, com orientações para buscar ajuda, pedir apoio e evitar a cobrança da perfeição.

A situação da maternidade no Brasil ganhou nova leitura neste Dia das Mães. Uma pesquisa realizada em 2024 pela B2Mamy e Kiddle Pass aponta que 9 em cada 10 mães brasileiras apresentam algum nível de esgotamento mental, evidenciando uma sobrecarga alarmante no cuidado infantil e nas responsabilidades diárias.

O estudo ouviu cerca de 2 mil mulheres e classificou o esgotamento em moderado (44%), leve (33%) e grave (9%). Além disso, a depressão pós-parto atinge entre 20% e 25% das brasileiras, segundo dados da Fiocruz. Os números indicam um quadro preocupante para a saúde emocional das mães.

Panorama da sobrecarga

A pesquis a mostra que a pressão social, a cobrança por desempenhar tudo com leveza e perfeição alimenta um ciclo de sofrimento silencioso. A maioria das mães relata sentir culpa quando não consegue atender a todas as demandas, o que agrava o desgaste emocional.

Para a especialista Isa Minatel, neuropsicopedagoga e autora de obras sobre parentalidade, a maternidade ainda é romantizada. A falta de apoio e de ferramentas práticas contribui para o esgotamento, elevando a culpa materna a níveis elevados.

Fatores e consequências

Entre os fatores que agravaram o esgotamento estão a falta de rede de apoio, especialmente para mães solo, a dupla jornada entre carreira e cuidados com a casa e a invisibilidade do trabalho de cuidado. O efeito se estende à criança, influenciando o desenvolvimento emocional e cognitivo, conforme recomendação de organizações de saúde.

A diferença entre o baby blues e depressão pós-parto é crucial: o primeiro é uma tristeza passageira, o segundo exige acompanhamento médico e terapêutico imediato. Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de cuidado com a família.

Caminhos para o cuidado

Especialistas destacam a importância de ações práticas para reduzir a carga. Pedir ajuda, buscar orientação de psicólogos e profissionais de parentalidade, abandonar a busca pela perfeição e falar abertamente sobre o que se sente são estratégias recomendadas.

A mensagem central é simples: quando a mãe recebe suporte e cuidados adequados, o ambiente familiar tende a melhorar. O Dia das Mães, neste contexto, pode ser marcado pelo cuidado com a saúde mental feminina, como forma de reconhecer o valor de toda a estrutura familiar.

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