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Anvisa aprova vacina do Butantan contra chikungunya

Anvisa autoriza produção nacional da vacina Butantan-Chik contra chikungunya, com incorporação ao SUS para 18 a 59 anos e possível queda de custos públicos

Na imagem, mosquito Aedes aegypti que transmite a chikungunya
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  • A Anvisa autorizou a fabricação da vacina Butantan-Chik no Instituto Butantan, em parceria com a Valneva, com produção nacional no Brasil.
  • A vacina, já aprovada em 2025, agora pode ser incorporada de forma definitiva ao SUS para pessoas de 18 a 59 anos.
  • O diretor do Butantan says que a nacionalização deve reduzir custos para os cofres públicos, devido à maior participação local na produção.
  • A eficácia foi comprovada em estudo com quatro mil volunteers nos Estados Unidos, com 98,9% apresentando anticorpos neutralizantes; efeitos adversos foram leves a moderados.
  • A Butantan-Chik já era utilizada no SUS desde fevereiro de 2026 em piloto; a produção local é vista como marco para a América Latina, com a vacina também aprovada no Canadá, Europa e Reino Unido; a doença teve cerca de 620 mil casos globais em 2025.

A Anvisa autorizou a fabricação da vacina contra a chikungunya pelo Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica Valneva. O imunizante, batizado de Butantan-Chik, poderá ser produzido no Brasil e incorporado de forma definitiva ao SUS, com público-alvo de 18 a 59 anos. A decisão foi anunciada nesta segunda-feira, 4 de maio de 2026, mantendo os padrões de qualidade, segurança e eficácia.

A produção nacional amplia o acesso ao imunizante que já era visto como estratégico para o enfrentamento da chikungunya. O Butantan, instituição pública, destaca que a nacionalização pode reduzir custos para o governo e tornar o preço da dose mais acessível ao sistema público.

Eficiência e fabricação

A eficácia da Butantan-Chik foi comprovada em estudo com 4 mil voluntários nos Estados Unidos, com publicação na The Lancet em 2023. O resultado aponta 98,9% de respostas de anticorpos neutralizantes e efeitos adversos leves a moderados, como dor de cabeça, dor no corpo, fadiga e febre.

Antes da autorização federal, a vacina já vinha sendo aplicada no SUS desde fevereiro de 2026, em projeto-piloto voltado a municípios com alta incidência. Cerca de 23 mil pessoas já receberam a dose na campanha.

Segundo o diretor médico da Valneva, Juan Carlos Jaramillo, a produção local representa um marco para ampliar a proteção em populações de risco na América Latina. A vacina também possui aprovação em Canadá, Europa e Reino Unido.

Contexto e dados da doença

A chikungunya é transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo vetor da dengue e da zika. Em 2025, a Organização Pan-Americana da Saúde registrou cerca de 620 mil casos globais. No Brasil, o Ministério da Saúde informou mais de 127 mil casos e 125 mortes no ano anterior.

No país, a doença provoca febre alta e fortes dores articulares, com a possibilidade de sequelas crônicas. Estudos locais indicam que a forma crônica pode aumentar riscos de depressão e de limitações de locomoção, reforçando a importância da prevenção.

Mesmo com avanços na vacinação, autoridades destacam a continuidade de ações de combate ao mosquito, como eliminação de focos de água parada em pneus, vasos e caixas d’água. O objetivo é reduzir a transmissão e complementar a proteção oferecida pela imunização.

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