- Boatos de que o chá de funcho aumenta a produção de leite materno não têm comprovação científica robusta; revisões sistemáticas indicam falta de evidência.
- Fatores como pega adequada, frequência das mamadas e esvaziamento das mamas continuam sendo determinantes para uma boa produção de leite.
- O consumo excessivo do chá pode transmitir ao bebê compostos ativos como anetol e estragol presente na bebida.
- Em gestantes, o uso regular em altas quantidades não é recomendado por potenciais efeitos tóxicos associados a esses compostos.
- Para uso seguro, priorize infusões leves e não substitua condutas comprovadas de manejo da amamentação.
O chá de funcho, bebida tradicional para aliviar desconfortos gastrointestinais, ganhou atenção recentemente por alegar aumentar a produção de leite materno. Embora haja relatos populares, a evidência científica é limitada, segundo especialistas ouvidos pela imprensa.
Uma nutricionista destaca que fatores como pega adequada, frequência das mamadas e esvaziamento das mamas são determinantes para a produção láctea. O consumo de funcho em excesso pode transferir compostos ativos para o leite, o que exige cautela.
Para gestantes, o uso regular em grandes quantidades não é recomendado, devido a possíveis efeitos adversos. Há relatos na literatura de sonolência, hipotonia e alterações neurológicas em bebês quando expostos a doses elevadas.
A recomendação é evitar excessos e optar por infusões suaves. A nutricionista ainda ressalta que o chá de funcho não deve substituir condutas comprovadas para o manejo da amamentação.
Orientações para consumo seguro
- Priorizar infusões leves e moderar a quantidade diária.
- Manter as práticas de amamentação já comprovadas, sem depender do chá para a produção de leite.
- Observar sinais no bebê e buscar orientação médica se houver efeitos adversos.
Estagiário sob supervisão de Ronayre Nunes
Entre na conversa da comunidade