- Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil) acompanha quinze mil adultos há mais de quinze anos, financiado pelo Ministério da Saúde e apoiado por ciência, tecnologia e inovação, CNPq e Fincep.
- Prática regular de atividade física atua como um “polifármaco” natural, beneficiando saúde metabólica, cardiovascular, cognição e bem-estar.
- Em dois pontos-chave, a inatividade aumenta com a aposentadoria, com queda de movimento de participação após o fim do mercado de trabalho: 65% entre homens e 55% entre mulheres.
- A OMS recomenda cento e cinquenta minutos semanais de atividade moderada a vigorosa; manter-se ativo está associado a redução de mortalidade em cerca de 25% em cinco anos.
- Nunca é tarde para começar: substituir dez minutos diários de sofá por movimento moderado reduz o risco de morte a curto prazo em aproximadamente dez por cento.
Em 2024, dados nacionais mostram que a prática regular de atividade física pode reduzir mortes evitáveis, com quatro óbitos a cada 15 minutos no país. A inatividade é apresentada como pandemia com impactos na saúde pública e nos custos humanos e econômicos.
O retrato vem do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), que acompanha 15 mil adultos há mais de 15 anos. O estudo é financiado pelo Ministério da Saúde e tem apoio de Ciência, Tecnologia e Inovação, além do CNPq e da Fincep.
Como o envelhecimento da população avança, o movimento corporal surge como estratégia de sobrevivência e dignidade. O boletim do ELSA-Brasil aponta prevalência de atividade física ainda baixa no Brasil, com queda do movimento em fases como a aposentadoria.
Movimento como pilar para a longevidade
A prática regular de atividade física atua como um “polifármaco” natural, com benefícios multissistêmicos. Atingir 150 minutos semanais de esforço moderado a vigoroso está associado a 25% menos mortalidade em cinco anos.
A saúde metabólica e cardiovascular é fortalecida, ao passo que a preservação cognitiva é favorecida. O estudo destaca melhora da memória, da linguagem e da atenção, além da redução do risco de declínio cognitivo.
Manter a regularidade também reduz rigidez arterial, hipertensão e diabetes. Pequenas mudanças, como caminhar cerca de 7.000 passos diários, podem reduzir a mortalidade pela metade.
Nunca é tarde para começar
A ciência reforça que o benefício da atividade física não depende da idade de início. Substituir 10 minutos diários de sofá por movimento moderado já reduz o risco de morte no curto prazo.
O corpo mantém capacidade de adaptação em qualquer fase da vida. O ganho acumulado é evidente, e a mudança de hábitos pode colocar o idoso de hoje no controle de sua própria história amanhã.
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