Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Estudo da USP sugere foco no sistema imune para Alzheimer

Estudo da USP aponta desregulação imune sistêmica como fator comum em Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla, sugerindo mudança de foco terapêutico

Pesquisa revela que o declínio neurológico visível em exames é impulsionado por anticorpos que atacam o organismo por engano
0:00
Carregando...
0:00
  • Pesquisadores da USP analisaram quase 600 amostras de sangue e sugerem que doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla, envolvem desregulação imune sistêmica, não apenas no cérebro.
  • O estudo, publicado na revista iScience, mapeou mais de nove mil autoanticorpos e indicou que o ataque imune pode atingir várias vias de comunicação entre neurônios.
  • Os resultados indicam que estratégias de tratamento devem priorizar o bloqueio da resposta imune de forma systemica, em vez de mirar apenas alvos moleculares isolados.
  • Pesquisadores ressaltam que as obras ainda precisam ser confirmadas em testes in vitro e in vivo, mas apontam um novo paradigma para o tratamento de doenças neurodegenerativas.
  • A pesquisa destaca o papel da desregulação neuroimune como eixo comum entre Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla e a relevância de compreender a atuação dos autoanticorpos na progressão dessas doenças.

Pesquisadores da Universidade de São Paulo sugerem que o tratamento do Alzheimer deve mirar o sistema imune. O estudo aponta que doenças neurodegenerativas podem envolver uma desregulação sistêmica, não apenas processos no cérebro.

Analisando quase 600 amostras de sangue de pacientes com e sem Alzheimer, Parkinson e esclerose múltipla, a equipe identificou padrões de autoanticorpos. Segundo os autores, o ataque do sistema imune não se restringe a uma única região neural, mas atinge várias áreas.

O trabalho, publicado no iScience, mapeou mais de 9 mil autoanticorpos a partir de bancos de dados públicos. Os resultados indicam que estratégias terapêuticas devem visar bloquear a resposta imune de forma ampla, e não apenas alvos moleculares isolados.

Otávio Cabral-Marques, coordenador do estudo na FMUSP, explica que o aparato imune age como uma metralhadora, atingindo diversas portas. A comparação ressalta o caráter sistêmico do dano às redes sinápticas durante a neurodegeneração.

Júlia Nakanishi Usuda, bolsista da Fapesp e primeira autora, descreve o ataque como sistêmico e coordenado. A pesquisa reforça a necessidade de confirmar as descobertas com testes in vitro e in vivo, antes de mudanças clínicas.

Os autores destacam que o eixo comum dessas doenças é a desregulação neuroimune. A neuroinflamação e a resposta imune são centrais para a progressão, o que motiva o estudo dos autoanticorpos como chave para entender o declínio neurológico.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais