- Três pessoas morreram e pelo menos outras três adoentaram a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, em rota da Argentina para a África, com possível surto de hantavírus.
- Ao menos dois casos já passaram por testes positivos; investigações laboratoriais e epidemiológicas seguem em andamento, incluindo o sequenciamento do vírus.
- A Organização Mundial da Saúde confirmou as mortes e os casos na noite de domingo (3).
- O hantavírus costuma ser transmitido principalmente pela inalação de aerossóis de roedores; os sintomas iniciais incluem febre, dor no corpo e dor de cabeça, com possível evolução para dificuldade respiratória.
- A prevenção depende de evitar contato com roedores e suas excretas, manter áreas externas livres de roedores, armazenar alimentos bem fechados e agir para reduzir a interação entre humanos e roedores.
Três pessoas morreram e ao menos outras três estão Doentes em meio a um possível surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, que cruzava o Oceano Atlântico entre a Argentina e a África. A Organização Mundial da Saúde confirmou a informação na noite de domingo.
Dados preliminares apontam para dois casos já testados positivos, com investigações laboratoriais e epidemiológicas em curso. O sequenciamento do vírus também está em andamento, segundo o comunicado da OMS. Passageiros e tripulação recebem assistência médica.
Segundo o Portal G1, o itinerário do MV Hondius constava que a embarcação partiu de Ushuaia, na Argentina, em 20 de março e seguiria até Cabo Verde, prevista para 4 de maio.
O que é hantavírus
A hantavirose é transmitida principalmente pela inalação de aerossóis contendo urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Outras vias incluem contato com mucosas e, em raros casos, transmissão pessoa a pessoa associada ao hantavírus Andes.
O período de incubação varia de 1 a 5 semanas, podendo de 3 a 60 dias, conforme o Ministério da Saúde. O quadro inicial envolve febre, dores e mal-estar; na fase cardiopulmonar, há dificuldade respiratória e hipotensão.
A doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória grave. O manejo hospitalar requer monitorização, suporte ventilatório e cuidados intensivos, com acompanhamento médico constante.
Prevenção
Medidas preventivas visam evitar o contato com roedores e suas excretas. Entre elas estão: roçar áreas externas, armazenar alimentos em recipientes à prova de roedores e eliminar entulhos, reduzindo a interação entre pessoas e roedores em áreas conhecidas pela presença desses animais.
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