- Surto suspeito de hantavírus atinge um navio de cruzeiro com sede na Holanda, deixando três mortos e outras três pessoas doentes.
- O hantavírus é transmitido principalmente por roedores, mas pode ocorrer transmissão entre pessoas em casos raros.
- A disseminação ocorre quando o vírus presente em excrementos, saliva e urina de roedores se espalha pelo ar, como ao varrer ninhos ou áreas com roedores.
- Os sintomas costumam começar como gripe, entre uma e oito semanas após a exposição; de quatro a dez dias depois surgem tosse, falta de ar e acúmulo de fluido nos pulmões.
- Não há tratamento específico; o manejo é de suporte, com repouso e hidratação, e prevenção envolve manter áreas livres de roedores e evitar varrer excrementos secos para não gerar aerossóis.
Três pessoas morreram e outras três estão doentes após um surto suspeito de hantavírus atingir um navio de cruzeiro com sede na Holanda. A informação foi confirmada por autoridades e pela imprensa neste domingo (3). O episódio ocorreu a bordo de uma embarcação que opera rotas internacionais, segundo as primeiras apurações.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores, mas pode haver transmissão entre pessoas em casos raros. A transmissão ocorre quando o vírus presente em excrementos, saliva e urina de roedores se espalha pelo ar, especialmente ao varrer áreas onde roedores fizeram ninhos. A origem do nome remete a uma região da Coreia do Sul, onde o vírus foi identificado na década de 1970.
O vírus pertence a uma família que causa duas doenças distintas: uma que afeta os pulmões e outra que ataca os rins. A síndrome pulmonar por hantavírus apresenta alta letalidade, em torno de 40%, e é a forma mais comum nas Américas. Globalmente, estima-se que ocorram cerca de 200 casos de hantavirose pulmonar por ano, segundo fontes de saúde pública.
Sintomas, diagnóstico e tratamento
A hantavirose costuma iniciar com sintomas semelhantes aos da gripe, como fadiga e febre, entre uma e oito semanas após a exposição. Em quatro a dez dias, podem surgir tosse, falta de ar e acúmulo de fluido nos pulmões. O diagnóstico precoce é desafiador, o que pode atrasar o tratamento.
Não há terapia específica para hantavírus; o manejo é de suporte, com repouso e hidratação. Em casos graves, pode ser necessário respaldo respiratório, incluindo ventilação mecânica. A vigilância médica e o monitoramento de contatos são fundamentais para evitar desdobramentos.
Prevenção e orientações
Especialistas ressaltam a importância de evitar a exposição a roedores e de eliminar áreas onde eles circulam. Evitar o uso de aspirador de pó ou varrer excrementos secos, para não gerar aerossol com o vírus, é recomendado. Medidas de higiene e controle de roedores reduzem o risco em ambientes fechados.
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