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Kiwi volta a habitar a capital da Nova Zelândia após um século

Kiwi retorna a Wellington após mais de um século, em projeto comunitário de conservação urbana com mais de cinco mil armadilhas e taxa de sobrevivência de filhotes de noventa por cento

Kiwi-pequeno na Nova Zelândia; espécie símbolo do país é foco de projetos de reintrodução em regiões urbanas.
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  • O kiwi, símbolo da Nova Zelândia, voltou a habitar a região de Wellington, após mais de cem anos sem avistar a espécie na capital.
  • O Capital Kiwi Project já transferiu mais de 250 aves para áreas protegidas próximas a Wellington, visando restabelecer uma população estável.
  • A principal ameaça são predadores introduzidos, como ratos e gatos, que comem ovos e filhotes; o projeto usa um sistema de controle com mais de cinco mil armadilhas.
  • O monitoramento é feito por voluntários e moradores, e a taxa de sobrevivência de filhotes na região chega a 90%.
  • A reintrodução está alinhada à meta nacional de eliminar predadores invasores até 2050, com ações em escala nacional e as cidades servindo como testes.

Após um século, o kiwi — ave símbolo da Nova Zelândia — voltou a habitar a região de Wellington. A reintrodução é resultado de um esforço comunitário que envolve moradores, cientistas e organizações locais, com foco na convivência entre natureza e cidade.

Desde o início do projeto Capital Kiwi, mais de 250 aves foram transferidas para áreas protegidas próximas à capital. O objetivo é restabelecer uma população estável em um ambiente urbano, onde a espécie não era vista há mais de 100 anos. A iniciativa é uma das mais avançadas conservações urbanas do mundo.

Conservação

O modelo adotado substitui a ideia de manter o kiwi apenas em reservas remotas. Um sistema de controle de predadores com mais de cinco mil armadilhas está distribuído pela região, aliado a monitoramento feito por voluntários e moradores. A taxa de sobrevivência de filhotes na área chega a 90%.

Reconexão

Historicamente, estratégias de conservação na Nova Zelândia pouparam espécies em ilhas isoladas. O projeto de Wellington, porém, aproxima a fauna do cotidiano das pessoas, promovendo a convivência com a biodiversidade local. A iniciativa é vista como referência para ações futuras em cidades do país.

A reintrodução também se alinha a uma meta nacional: eliminar predadores invasores até 2050, com ações em escala nacional e resultados de campo nas cidades servindo de teste para o uso urbano da fauna ameaçada.

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